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Demolições em Angola agravam a situação dos pobres

  • António Capalandanda

Bairros precários em Angola são demolidos para dar lugar a grandes empreendimentos, sem ter em conta as condições dos residentes desses locais

Bairros precários em Angola são demolidos para dar lugar a grandes empreendimentos, sem ter em conta as condições dos residentes desses locais

Grupos de ONGs debatem os problemas levantados pelas demolições e falam das suas consequências sociais

As organizações da sociedade civil angolanas concluíram que as demolições e despejos forçados em Angola têm agravado a pobreza no país.

A conclusão saiu no fim de uma mesa redonda sobre “ Direito a Habitação, a Terra e o Acesso a Justiça em Angola”, realizada na província angolana de Benguela pela associação OMUNGA.

Durante o evento, ouviram-se relatos de demolições de casas e deslocações forçadas e dos traumas, descontentamentos e desestruturação que as destruições das habitações causam nas famílias e nas crianças em particular.

Os participantes advertiram que, a insensibilidade com que se trata os grupos mais vulneráveis, nomeadamente, viúva, idosos e deficientes físicos tem aumentado a sua vulnerabilidade.

Constatou-se que tem agrado a pobreza ao destruírem os que as vitimas constroem com as suas poupanças e das acções resultam perdas de bens e de vidas humanas. José Patrocínio é o coordenador da OMUNGA.

“ Estas praticas são muitas vezes feitas sem respeitar a legislação nacional e internacional, mas ficam impunes o que resulta no sentimento de frustração e desconfiança no sistema de justiça.”

Reconheceu-se que, as demolições continuam a ocorrer e as pessoas estão a ser colocadas ao relento sem receber indemnização.

Destaque ainda para o progresso na atitude das autoridades de Benguela em relação ao respeito das leis, contrastando com a persistência do governador da Huila, Isac dos Anjos, em prosseguir com as demolições em completo desrespeito e insensibilidade dos impactos que tem sobre as famílias que delas são vítimas.

Refira-se que, o encontro juntou cerca de 40 representantes das ONGs, activistas cívicos e comunidades vítimas ou na eminência de demolições e desalojamentos forçados, das províncias de Luanda, Huila e Benguela.

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