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Brasil: Novo presidente será conhecido domingo apos campanha em clima de guerra


Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deixa o palacio do Planalto com 81% de popularidade

Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deixa o palacio do Planalto com 81% de popularidade

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Os brasileiros vão às urnas, neste domingo (31 Outubro), para eleger quem vai substituir um dos presidentes mais populares da história do Brasil, o petista Luiz Inácio Lula da Silva. Cerca de 135 milhões de eleitores são esperados para escolher, neste segundo turno, entre a candidata Dilma Rousseff (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto, e José Serra (PSDB).

Apesar da obrigatoriedade do voto no Brasil para todos os alfabetizados entre os 17 e 70 anos, é grande o temor de um baixo comparecimento ao pleito. As urnas eletrônicas estarão prontas para receber os votos dos brasileiros das 8 às 17 horas (hora local). Mas, o dia de compromisso com o futuro do país está exatamente no meio do feriado prolongado de Finados, no dia 2 de Novembro. Os candidatos, assim como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fizeram apelos para que o brasileiro vote antes de seguir para o feriado. Muitos, no entanto, confessam que vão viajar e justificar a ausência depois na justiça eleitoral.

Resultado

Independetemente do comparecimento maior ou menor dos brasileiros é certo que o nome do novo presidente do Brasil será conhecido na noite deste domingo (31).

A apuração ágil no Brasil vai colocar fim aos 28 dias de campanha deste segundo turno. Na primeira volta inconclusiva do dia 3 de Outubro, Dilma Rousseff obteve 46,9% votos e José Serra 32,61%. A dois dias das eleições, as pesquisas de intenções de voto mostram que a candidata do presidente Lula lidera a disputa.

A campanha política termina nesta sexta-feira (29) e, no último dia da propaganda no rádio e TV, os dois candidatos pediram votos pela última vez. Antes de encerrar a campanha na mídia, os presidenciáveis participam esta noite do debate final na televisão, realizado pela TV Globo.

Escândalos e Aborto

A campanha política do segundo turno das eleições no Brasil que se encerra agora foi marcada por uma intensa troca de acusações entre os candidatos. Um briga que tomou o espaço que deveria ter sido dedicado à apresentação de propostas de governo.

Grande parte da guerra de palavras nos discursos, debates na TV e programas da propaganda eleitoral gratuita ficou centrada nos escândalos que surgiram ainda no primeiro turno.

Os candidatos exploraram as acusações de tráfico de influência contra Erenice Guerra, ex-ministra-chefe da Casa Civil, ligada a Dilma, e Paulo Vieira Souza, ex-diretor de Engenharia da Dersa ligado a Serra, que teria desaparecido com parte de verba supostamente irregular da campanha do candidato do PSDB.

A polêmica em torno do aborto foi outro tema que roubou o espaço de discussão de propostas concretas para a política interna e externa. Os dois candidatos exploraram a temática como forma de conquistar eleitores. Até o Papa Bento 16 entrou no processo e pediu para os brasileiros não votarem em quem é à favor do aborto.

Temática religiosa

A presença da Igreja não foi forte na campanha só pelas declarações do Sumo Pontífice. O segundo turno, mais do que nunca, foi invadido pela temática religiosa. Nas aparições, Dilma e José Serra chamaram à atenção pelas inúmeras referências que fizeram a Deus. Além disso, nunca se viu de forma tão intensa e declarada a presença de religiosos se colocando a favor de um ou outro candidato.

Escute a cronica da correspondente Maria Cláudia Santos

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