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Repatriamento de Angolanos na Zâmbia Prestes a Começar

  • Alexandre Neto

Repatriamento de Angolanos na Zâmbia Prestes a Começar

Repatriamento de Angolanos na Zâmbia Prestes a Começar

Equipas técnicas que trabalham neste momento no terreno vãoprocessar o levantamento dos registos.

Esta é uma das conclusões a que chegou o encontro tripartido que terminou ontem aqui em Luanda, em que participaram representantes ministeriais dos dois países Angola e Zâmbia, mais o ACNUR.

Nesta altura o levantamento consiste sobretudo na verificação das identidades bem assim como o apuramento do real interesse do regresso dos refugiados concentrados em dois principais campos do país vizinho.
De acordo com Bohdan Nahajlo, dos 9 mil registados no Mayukuyukwa na Zâmbia, 52 porcento manifestaram vontade de regressar. Este número não incluiu aqueles cujo regresso tem-se estado a assistir espontaneamente sem que aguardem pela implementação do programa oficial concertado entre autoridades dos dois países e o HCR.

Lembro que o Estatuto de refugiado para os Angolanos cessa em 2011 o que tem colocado alguma pressão sobre os governos desta região no toca aquilo que deverá ser feito: o repatriamento ou a concessão de um Estatuto de residentes?
O HCR diz estar a trabalhar nas duas direcções, consciente de que ninguém pode ser obrigado a regressar compulsivamente.

Desde que terminou a guerra regressaram à Angola mais de 400 mil pessoas. O processo terminou oficialmente em 2007.
Quando foi retomado em 2009 eram cerca de 27 mil o total remanescente na Zâmbia, 7 mil dos quais queriam voltar. A operação não seguiu o seu curso normal por força da crise económica e financeira da altura que afectou principalmente os doadores.

O fim do Estatuto de Refugiado acaba com benefícios garantidos pelas nações unidas.
O ministro João Baptista Kussuma da Reinserção Social tem chamado atenção sobre o que representaria perder a oportunidade.

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