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EUA: Presidente Obama cometeu erros estratégicos


EUA: Presidente Obama cometeu erros estratégicos

EUA: Presidente Obama cometeu erros estratégicos

Analistas consideram que busca do consenso Republicano penalizou a agenda presidencial

Em véspera das eleições intercalares da próxima semana o presidente Barack Obama está a ser alvo de forte oposição cada dos republicanos e de alguns elementos do seu próprio partido.

A performance política do presidente Obama está em vias de ser comparada a passagem de um meteorito.

A análise é dos politólogos que avaliam os dois primeiros anos de uma presidência que entrou na sua fase mais crítica com o aproximar das eleições intercalares.

Os desafios de Obama parecem avolumar-se, os observadores falam de erros de cálculos e até mesmo de má aliança política.

Paul Herrnson é director do Centro de Politica Americana e para a Cidadania da Universidade de Maryland.

“Em vez de começar os discursos ou propostas dizendo que esta é uma situação má e herdada da administração Bush, e falar sobre a sua dimensão e soluções previstas, o presidente Obama preferia sempre deixar de lado a primeira parte que fazia referencia a anterior administração, e avançar com as soluções, porque não queria atacar os republicanos.”

Herrnson diz que o presidente Obama além de não querer acusar os republicanos, não fez o devido, que seria, lembrar aos americanos como era a situação quando assumiu a presidência.

“Porque se ele estivesse a fazer lembrar aos americanos de que o desastre económico foi resultado de uma política aplicada durante vários anos pelos republicanos, seria menos contraproducente para o governo e o partido democrático.”

O director do Centro de Politica Americana e para a Cidadania da Universidade do Maryland, diz que um outro erro do presidente Obama foi como geriu a sua relação com o Congresso.

Diz ele que Obama durante o momento de sua maior popularidade, introduziu a proposta de reforma do sistema de saúde ao Congresso e deixou que os legisladores trabalhassem os detalhes da lei, afastando-se publicamente do processo de negociação política.

Herrnson diz que Obama devia ter aprendido com o passado, e dá como o exemplo o então presidente Bill Clinton, que ao propor a reforma do sistema de saúde, colocou a então primeira-dama a liderar o processo de negociação com o Congresso.

O académico diz por outro lado que a Casa Branca não tem respondido com urgência as acusações da oposição republicana, que tem usado de forma virulenta durante a campanha eleitoral os pontos fracos da nova lei do sistema de saúde, quando os seus benefícios ainda não aplicados.

Quando ao facto de Obama estar a ser alvo da oposição de alguns membros do seu partido, o professor da Universidade de Maryland, diz que essa reacção é notória da parte dos congressistas que foram eleitos nos distritos maioritariamente republicanos, e querem manter o distanciamento para continuarem a beneficiar desse eleitorado.

“Para esses candidatos, Obama é tóxico em certa medida, porque tem sido acusado como liberal e muitas campanhas têm atacado Nancy Pelosi e Harry Reed por não serem populares e não serem figuras de peso nacional.”

Paul Herrnson diz que os democratas que têm ganho nas eleições de 2006 e 2008 estão agora em apuros, e que o partido democrático enquanto o mais aberto dos dois principais partidos americanos, no que toca as ideologias, religiões, crença, raça e etc, torna-o mais difícil conciliar os demais interesses em jogo nestas eleições.

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