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Jornal Ugandês contra Homossexuais

  • Paulo Faria

Jornal Ugandês contra Homossexuais

Jornal Ugandês contra Homossexuais

O secretário-executivo do Conselho Independente dos Midia, Haruna Kanaah, disse a Voz da América ter ficado chocado e consternado pela falta de ética jornalística do jornal.

Afirmou que o “Rolling Stone”, um semanário tablóide lançado por um grupo de jornalistas formados há dois meses, esta agora ser estreitamente monitorizado:

“No Uganda, temos um código de ética de jornalismo, que é muito claro. Os mídia devem ser equilibrados, precisos e honestos. Intrometer-se na privacidade das pessoas não é jornalismo. É caça as bruxas.”

Activistas gays no Uganda disseram que pelo menos quatro pessoas foram atacadas desde a publicação do artigo no princípio deste mês.

Com o título “100 Fotografias dos Principais Homossexuais do Uganda”, o artigo apareceu apenas poucos dias antes do primeiro aniversário da introdução de um controverso projecto de lei no parlamento que torna a homossexualidade, que é ilegal no Uganda, passível de pena de morte em alguns casos.

Embora o debate sobre o projecto de lei tenha sido suspenso, grupos de direitos afirmam que a homofobia no Uganda aumentou dramaticamente desde o ano passado.

Suspeitos homossexuais têm sido nomeados em artigos recentes publicados pelo jornal tablóide rival “Red Pepper”. Mas ugandeses dizem que esta e a primeira vez que um órgão de informação procura incitar a violência publica contra os gays.

Na sua primeira página, por exemplo, o Rolling Stone reclamou também que os homossexuais no país estavam a fazer surtidas a escolas, com o fim de recrutar um milhão de crianças ate 2012. Muitos gays homens e mulheres disseram que tiveram de esconder-se ou tomar precauções extremas. Uma mulher citada no artigo afirmou ter sido forçada a deixar a sua casa após vizinhos terem atirado pedras contra a casa.

O editor chefe do “Rolling Stone”, Giles Muhame, defendeu a posição anti gay radical do jornal, afirmando que os jornalistas teem o direito de expor o que classificou por “o diabo na sociedade ugandesa”. Disse que tenciona publicar mais nomes e fotos em próximas edições.

Na quarta-feira, um destacado activista ugandês disse perante uma audiência em Washington que as pessoas gays no Uganda estão já a viver sob a pena de morte. Julius Kaggwa, que se deslocou a Washington para receber um prémio pelo seu trabalho para acabar com a intolerância contra as minorias sexuais no Uganda, disse que aos gays no seu país são rotinamente negados serviços de saúde e habitação e estão a ser marginalizados da sociedade.

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