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Grupos dos direitos humanos criticam "execução" de Gadhafi

  • Paulo Oliveira

Grupos dos direitos humanos criticam "execução" de Gadhafi

Grupos dos direitos humanos criticam "execução" de Gadhafi

Morte de Gadhafi não diminui a necessidade dos líbios de conhecerem a verdade sobre os abusos cometidos



Organizações de direitos humanos apelaram às autoridades interinas para que tratem os elementos associados ou os familiares de Muammar Gadhafi com humanidade, e realizem julgamentos honestos.

Segundo aquelas organizações a morte do antigo ditador não diminui a necessidade de responsabilidade por crimes cometidos durante o seu regime.

As imagens caóticas vistas na televisão dos momentos finais da vida de Muammar Gadhafi contribuíram para o aumento do nível de preocupação entre os apoiantes dos direitos humanos sobre o primado da lei na Líbia.

Tanto a secção americana da Amnistia Internacional como a Human Rights Watch emitiram comunicados apelando ao tratamento humano dos restantes membros do círculo próximo de Gadhafi e a família que possam encontrar-se sob custódia das forças de segurança líbias.

A Human Rights Watch sublinhou que a morte de Gadhafi não diminui a necessidade dos líbios de conhecerem a verdade sobre os abusos cometidos durante o que classificou de “décadas de horror” do seu regime.

A Human Rights Watch acrescentou que qualquer julgamento de entidades do antigo regime deve ser baseado nos direitos do acusado, excluindo a possibilidade de castigo cruel e desumano, incluindo a pena de morte.

A mesma organização apelou ao Conselho Nacional de Transição para que adopte medidas para por termo aos ataques de vingança incluindo a pilhagem e a destruição de propriedade nos antigos redutos de Gadhafi em Sirte e Bani Walid.

A Amnistia Internacional sublinhou mesmo que quaisquer líbios que se envolvam naquele género de acção devem enfrentar a justiça aplicada aos homens de confiança de Gadhafi.

A Amnistia Internacional considera que as novas autoridades líbias necessitam de dissociar-se por completo da cultura de abuso que marcou o regime de Gadhafi.

A AI apelou ao Conselho Nacional de Transição para que efectue um inquérito completo, honesto e imparcial às circunstâncias da morte do deposto ditador e apresente todos os dados ao povo líbio.

Também o departamento dos Direitos Humanos das Nações Unidas pediu uma investigação à morte de Gadhafi. Um porta-voz daquele departamento afirmou que as circunstancias relacionadas com a morte do antigo dirigente líbio não são claras, e que os vídeos apresentando a sua morte são perturbantes.

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