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Dirigentes africanos lamentam morte de Kadhafi; povo nem por isso

  • Paulo Oliveira

Dirigentes africanos lamentam morte de Kadhafi; povo nem por isso

Dirigentes africanos lamentam morte de Kadhafi; povo nem por isso

O legado dos investimentos será profundamente alterado



A reacção à morte do antigo dirigente líbio Moammar Gadhafi têm sido essencialmente mitigada através da África sub saariana. Embora o estilo de governação do antigo homem forte tenha sido contestado, as contribuições económicas para o continente vão certamente fazer-se sentir.

A morte do homem que se auto proclamou como o “Rei dos Reis de África”, foi acolhida pelo continente, mais como um alivio, do que uma dor.

No Twitter e no Facebook, os africanos aplaudem, na maioria, o desaparecimento de Gadhafi, inquirindo-se se outros homens fortes de África podem vir a seguir – apontando nomeadamente para o Ugandês Yoweri Museveni e o Zimbabueano Robert Mugabe.

Uma nigeriana classifica a morte de Gadhafi como sendo um exemplo infeliz dos dirigentes africanos que desejam manter-se no poder.

O partido governamental zimbabueano ZANU-PF emitiu algumas palavras de simpatia por Gadhafi, considerando a sua morte de tragédia e que a União Africana deveria ter feito mais para o evitar.

O porta-voz do governo ugandês Fred Opolot teceu elogio ao homem que investiu em África.

“Gadhafi será recordado em África como um Pan-Africanista que muito contribuiu para a operação da União Africana. Também nos países para onde contribuiu muito em investimento directo estrangeiro, e não nos esqueçamos como apoiante da unidade africana, Gadhafi não será esquecido”.

O governo de Gadhafi manteve relações muito próximas com o Uganda, tendo investido 375 milhões em vários projectos.

Os sinais da influência económica de Gadhafi encontram-se por toda a África.

Nas torres do hotel na capital sudanesa, Kartoum, e noutros hotéis de luxo no Quénia e no Ruanda, sendo um dos maiores contribuintes para o Banco Africano de Desenvolvimento.

Peter Pham, director do Centro Africano no Conselho do Atlantico, afirmou à Voz da America que a queda do governo de Gadhafi, o legado dos investimentos será profundamente alterado.

“A Líbia necessita agora de gastar o seu dinheiro no âmbito doméstico; necessita de recursos para a reconstrução, não apenas para os danos da guerra, como pela ausência de investimento estrangeiro na Líbia.”

Pham vai mais longe ao afirmar que será muito pouco provável que a nova liderança líbia venha a investir em África.

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