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Política Externa Um dos Pontos que Afastam Candidatos à Presidência do Brasil


Política Externa Um dos Pontos que Afastam Candidatos à Presidência do Brasil

Política Externa Um dos Pontos que Afastam Candidatos à Presidência do Brasil

Os planos para a política externa brasileira estão entre os pontos de maior divergência das plataformas dos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB)

Os planos para a política externa brasileira estão entre os pontos de maior divergência das plataformas dos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), que disputam o comando do maior país da América do Sul em eleições que acontecem no dia 31 de Outubro.

Apesar da polêmica que envolve o tema, até agora, as propostas para a política internacional brasileira foram apresentadas com a superficialidade de comentários rápidos, em entrevistas ou discursos que fizeram parte das agendas dos presidenciáveis.

A política externa também serviu, por vezes, como arma de ataque, na guerra de palavras que marca uma disputa eleitoral do peso da que é travada no Brasil este ano. O candidato José Serra fez questão de se colocar, em discursos, como um político que não tolera regimes ditatoriais em nenhum lugar do planeta, numa crítica à política do presidente Lula de proximidade com o Irã.

Do outro lado do front, a candidata Dilma Rousseff rebateu o adversário defendendo a atuação do Brasil, por exemplo, na tentativa de acordo sobre enriquecimento de urânio do Irã na Turquia, no que a candidata chamou “posição brasileira a favor da paz mundial”.

Mas, não só são as questões dos direitos humanos que colocam os dois candidatos em lados opostos no que diz respeito à política externa. Para o cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), José Luiz Quadros, essa talvez seja a área que mais contém pontos que distanciam os dois candidatos.

O especialista avalia que Dilma, como a própria candidata já afirmou, vai dar continuidade à política do presidente Lula que optou pela diversificação de parcerias, as relações com a América Latina e África, além dos parceiros tradicionais. “Claramente temos uma nova opção da política externa brasileira a partir do governo Lula de aproximação dos países que já estão se tornando as grandes economias do planeta, como a China e Índia, e de mercados que antes eram exclusivos da Europa e dos Estados Unidos”, explica. Agora, segundo o analista, esses mercados estão passando para a esfera de influência brasileira e chinesa, como é o caso da África. “O Brasil marca uma posição de autonomia na política externa que tem sido muito importante para a afirmação da América do Sul, como um pólo de força e não mais subordinada aos Estados Unidos e Europa”, conclui.

Já no caso de uma eventual vitória de José Serra, os rumos da política externa brasileira não são tão claros. Para o especialista, uma eventual vitória do candidato do PSDB deve significar uma política externa dentro dos mesmos moldes da era do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que girava em torno de grandes potências. “Muda o foco, devemos nos aproximar mais do Peru e da Colômbia, países mais alinhados com os Estados Unidos, e nos afastarmos de países fortes na UNASUL, como a Argentina e o Uruguai. Com Serra, a política externa voltar a girar em torno dos Estados Unidos e da Europa”, afirma Quadros.

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