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Costa do Marfim: Na recta final para as eleições


Costa do Marfim: Na recta final para as eleições

Costa do Marfim: Na recta final para as eleições

Os marfinenses podem marcar a viragem no final deste mês

Na Costa do Marfim a campanha eleitoral para as eleições presidenciais teve início no último fim-de-semana, isso enquanto a Comissão eleitoral continua os preparativos para a votação do dia 31 de Outubro.

As Nações Unidas estão a apoiar o processo com o envio de quinhentos capacetes azuis para ajudar a garantir a segurança durante os escrutínios.

Os candidatos as presidências na Costa do Marfim, deram inicio a campanha eleitoral, animando assim a esperança nutrida por todo um país, depois de cinco anos de incertezas.

Prevêem-se que estas eleições possam acabar de uma vez por toda com quase uma década de crise política depois da guerra civil de 2002 que dividiu o país em dois: o norte e o sul.

O antigo primeiro-ministro e um dos líderes da oposição, Alassane Ouattara, fez a abertura oficial de sua campanha ainda na Sexta-feira em Abidjan.

Dirigindo-se aos seus apoiantes, Ouattara diz ser um momento histórico que se inicia agora e que ganhará corpo a 31 de Outubro.

Ouattara prometeu no caso de ser eleito, continuar o diálogo pela reconciliação e criação de um governo de unidade nacional com as diversas forças políticas e membros da sociedade civil.

O ainda presidente Laurent Gbagbo faz a abertura da sua campanha na cidade de Man, o palco dos piores horrores da guerra civil.

Gbagbo diz que vai trazer a oportunidade de trabalho para todos, porque os jovens estão desempregados e em vez de trabalharem os coagiram a pegar em armas.

O presidente cessante reiterou a sua promessa de duplicar a produção do cacau e construir unidades de moagem dessa principal matéria-prima do país em todas as regiões onde ela é produzida.

Na cidade de Man a Comissão eleitoral está a distribuir os cartões de eleitores. É um importante e simbólico passo para os marfinenses que ainda questionam “quem é efectivamente cidadão nacional” e “quem pode votar”. Duas questões que estiveram no centro da guerra civil e dos repetidos adiamentos das eleições.

Observadores eleitorais dizem que muito ainda está por fazer até 31 de Outubro, incluindo a preparação dos membros das assembleias de voto, e a entrada em função das equipas de apuramento dos resultados.

Analistas dizem por seu turno que esta primeira volta eleitoral vai ser uma renhida disputada entre os três principais candidatos, Laurent Gbagbo, Henri Konan-Bedié e Alassane Outtara. Existem igualmente receios que possíveis contestações dos resultados conduzam ao reinício da violência.

As Nações Unidas, já iniciou o envio adicional de quinhentos capacetes azuis para ajudar as forças costa-marfinenses a garantir a segurança durante as eleições.

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