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Guiné-Bissau: presidente recebe partidos da oposição


Guiné-Bissau: presidente recebe partidos da oposição

Guiné-Bissau: presidente recebe partidos da oposição

Depois de um período de interregno nas manifestações de rua, limitando-se a propaganda radiofónica nos diferentes órgãos de comunicação social da capital, os partidos políticos, agrupados em oposição democrática, estiveram reunidos hoje com o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.

Depois de um período de interregno nas manifestações de rua, limitando-se a propaganda radiofónica nos diferentes órgãos de comunicação social da capital, os partidos políticos, agrupados em oposição democrática, estiveram reunidos hoje com o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.

Da reunião, oficialmente, nada transpirou. Os 15 partidos disseram à imprensa que foi uma visita de cortesia ao chefe de Estado guineense, no quadro do seu recente regresso ao país, depois de algumas semanas em tratamento médico no estrangeiro:

O vice-presidente do PRS, Ibraim Sory Djalo, a saída do encontro com Malam Bacai Sanhá no entanto, questionado pelos jornalistas se está em perspectiva mais uma manifestação de rua respondeu, citamos: “Deixem isso”.

No encontro, ao que se apurou, apesar da versão oficial de Sory Djalo, esteve em análise, a actual situação política, que conheceu um pouco de acalmia nas últimas semanas, depois da intervenção do Movimento Nacional da Sociedade Civil, que pediu às partes uma maior contenção verbal, se bem que a subida de tom já atingia outras proporções com ofensas e injúrias públicas nas rádios nacionais. E justamente, foi a este nível que, em comunicado emitido na semana passada, a oposição democrática denuncia ter conhecimento de um plano em curso no Ministério do Interior para eliminação física dos seus dirigentes, ao mesmo tempo que ameaçou que se um dos seus dirigentes for atingido haverá resposta de forma implacável e contundente.

De recordar, entretanto, que, contrariamente a exigência da oposição democrática, o presidente guineense, Malam Bacai Sanhá já veio garantir a continuidade do Governo liderado por Carlos Gomes até ao fim do seu mandato no ano que vem. Uma posição que contradiz profundamente os motivos das últimas manifestações em que os partidos políticos pediram e ainda pedem a demissão de Carlos Gomes Júnior à frente Governo, acusando-o de assassinatos ocorridos no país em 2009.

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