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"Secreta" angolana pode levar UNITA a tribunal

  • António Capalandanda

"Secreta" angolana pode levar UNITA a tribunal

"Secreta" angolana pode levar UNITA a tribunal

UNITA acusou serviços secretos de assassinarem um dos seus militantes no Bocoio

SISE ameaça UNITA com tribunal

Os Serviços de Inteligência e Segurança de Estado de Angola (SISE) não descartam a hipótese de moverem uma acção judicial contra a direcção da UNITA, em Benguela alegadamente por difamação, soube a Voz da América de fonte ligada aquele organismo do Estado angolano.

Em causa estão as acusações proferidas recentemente pelo secretario provincial do Galo Negro, Vitorino Nhany contra a secreta angolana, segundo as quais aquele órgão estaria por detrás do assassínio de um dirigente daquela organização partidária, Januário Armindo Sikaleta, ocorrido o mês passado, no município do Bocoio.

Em reacção um alto funcionário da secreta angolana, disse á Voz da América que a oposição pretende escamotear a verdade, afirmando que o assassinato de Sikaleta resultou supostamente de um crime passional, “um crime motivado por ciumes.”

A fonte referiu que a sua instituição ainda não tomou nenhuma decisão em relação à abertura de um processo judidial contra a UNITA, sublinhando que o caso ainda está em analise dentro da Segurança de Estado.

A Unita disse anteriormente que uma investigação levada a cabo pelo próprio partido indica que a morte de Sikaleta teve motivações politicas e ele já era perseguido pelos serviços secretos angolanos por transformar o município do Bocoio numa zona de influencia do seu partido.

A conquista daquela municipalidade, segundo Nhany, “ criou nervosismo da parte do seu adversário político que não tendo bagagem política para persuazão, optou em silenciar Januário Armindo Sikaleta.”

Sikaleta foi assassinado na madrugada do dia 18 de Setembro supostamente por um grupo de indivíduos que o terá espancado e abandonado .

O incidente, de acordo com a direcção do Galo Negro ocorreu quando o malogrado saíu de casa para comprar medicamentos para a filha que encontrava-se incomodada e transportava na motorizada uma vizinha identificada por Isabel que havia pedido boleia.

Segundo a UNITA registou-se tambem depois uma tentativa frustada de assassinato de Isabel Kapingala uma das testemunhas que estava disposta a revelar os nomes de alguns membros do grupo.

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