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UNITA contra descontos bancários para o MPLA

  • António Capalandanda

Cidade do Huambo

Cidade do Huambo

A UNITA no Huambo ameaça processar judicialmente todas as instituições bancárias que aceitarem efectuar descontos salariais aos funcionários públicos para as quotas do MPLA.

A UNITA no Huambo ameaça processar judicialmente todas as instituições bancárias que aceitarem efectuar descontos salariais aos funcionários públicos para as quotas do MPLA.

Em conferência de imprensa realizada no Planalto Central, Liberty Chiyaka, representante do maior partido na oposição naquela província, disse que, os trabalhadores da função pública estão a viver uma forte pressão, para assinarem uma ficha que está a circular nas empresas estatais para descontar 1% de salário, de forma permanente e a tempo indeterminado para as contas do MPLA.

A ficha, de acordo aquele dirigente partidário, é para autorizar ao banco a subtracção do ordenado a favor do partido no poder, ate mesmo quem não milite naquela organização política.

“ Isso é orientação coerciva e se os bancos estiverem a proceder assim nós vamos processar essas bancos” advertiu Chiyaka

Segundo ainda o politico, essa prática agride brutalmente a Lei Geral do Trabalho e demonstra a incompetência dos dirigentes do MPLA em mobilizar os membros do seu partido a quotizarem para organização.

“ Esta instrução é ilegal e do ponto de vista jurídico é nula” disse o dirigente da oposição, para quem “ a incompetência não pode justificar actos ilegais e coercivos.”

“ Nós queremos aconselhar o MPLA a ter mais capacidade para sensibilizar os seus militantes e os seus quadros para cotizarem nos locais de residência e não quotizar de forma coerciva.”

Uma nota do Secretariado Nacional do Sindicato dos Professores ( SINPROF) confirma a existencia de coercção no sector da educação na provincia do Huambo.

O documento a que Voz da America teve acesso, diz que supostamente esta ficha esteja dirigida apenas aos professores pertencentes ao MPLA, mas os directores de forma coerciva estão a exigir que todos assinem a mesma ou declarem em que partido estão fliados se negarem o acto.

A fonte refere que, esta situação está a gerar muito descontentamento no seio da classe e é seguida de fortes intimidações, em algumas escolas.

Já, Adriano dos Santos, secretario-geral da União dos Sindicatos do Huambo e presidente do Sindicato da Educação Cultura e Desporto e Comunicação no Planalto Central, disse que ainda não recebeu queixas de nenhum dos seus filiados, afirmando que a sua organização condena o procedimento dos direcores escolares caso seja verdade a denuncia.

“Se os directores que estiverem a coagir é condenável. Não há obrigação de todo o funcionário pagar quota ao partido.”

Por seu turno, o Sindicato Nacional dos Professores recorda na sua nota que, ao professor já é descontado 2 por cento para o sindicato criado pelo governo do Huambo e 3% para segurança social , mais o Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT), alem dos descontos arbitrarios quando um professor falta ao comicio ou as marchas promovidas pelo MPLA.

Entretanto, a VOA tentou ouvir a recção do MPLA , mas este prometeu se pronunciar na devida altura.

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