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ONU alerta para aumento da insegurança alimentar


A crise alimentar pode afectar essencialmente os países em desenvolvimento, alertam as agencias especializadas das Nações Unidas

A crise alimentar pode afectar essencialmente os países em desenvolvimento, alertam as agencias especializadas das Nações Unidas

No Relatório 2011, as agências da ONU dizem que a situação alimentar continua incerta e os preços podem subir novamente

As agencias das Nações Unidas ligadas as questões alimentares indicaram que os preços do arroz, cereais e outros bens alimentares continuam instáveis e com tendências de novos aumentos no futuro.

No relatório anual sobre a insegurança alimentar, a FAO e o PAM afirmam que os agricultores e consumidores africanos, particularmente, poderão ser os mais afectados.

Três das agências das Nações Unidas com sede em Roma manifestaram-se preocupadas acerca dos preços em 2011. O alarme do Fundo das Nações Unidas para a Agricultura - FAO, do Programa Alimentar Mundial – PAM, e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola – FIDA, foi tornado público no seu relatório anual sobre a insegurança alimentar no mundo.

O director da divisão da FAO para o Desenvolvimento da Agricultura e do Comércio, Kostas Stamoulis, diz que os preços vão permanecer altos e instáveis.

“Isso constitui um risco para a segurança alimentar mundial, seja para países que são pequenos ou grandes importadores de comida, mas também vulnerável para grupos de países seja importadores ou exportadores. É um problema com o qual vamos ter que enfrentar e resolver.”

O relatório indica que o investimento no sector agrícola é essencial, e sublinha que a falha em aumentar a produtividade resultará em flutuações constantes de preços, assim como o risco de lançar à pobreza os agricultores e consumidores nos países importadores de alimentos.

Kostas Stamoulis diz que é a partir daí que um tal investimento seria providencial para o benefício dessas populações.

Foram feitos apelos aos governos para partilharem informações acerca das previsões e dos stocks alimentares de forma a evitar especulações de preços, que são resultados de greves e revoltas sociais pela comida de 2006 a 2008.

“Se a situação continuar indefinidamente, vamos fazer face a mais greves e revoltas por parte daqueles que se sentirem ameaçados em termos de segurança alimentar.”

As Agencias das Nações Unidas afirmam que os esforços para reduzir à metade o número de indigentes no mundo até 2015 representam um grande desafio perante as crises alimentares e económicas dos últimos anos. E mesmo se o objectivo for atingido, 600 milhões de pessoas nos países em desenvolvimento – um número muito elevado segundo a FAO - vão continuar na sua condição de indigentes.

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