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Mundo reage à morte de Steve Jobs

  • Paulo Faria

Mundo reage à morte de Steve Jobs

Mundo reage à morte de Steve Jobs

As reacções à morte do co-fundador da Apple, Steve Jobs, aos 56 anos, vítima de uma forma rara de cancro no pâncreas, têm acontecido um pouco por todo o mundo.

As reacções à morte do co-fundador da Apple, Steve Jobs, aos 56 anos, vítima de uma forma rara de cancro no pâncreas, têm acontecido um pouco por todo o mundo.

O Chefe Executivo da Apple, Tim Cook, qualificou Steve Jobs como um ser humano encantador, um visionário e um génio criativo. Com a sua imagem de marca de camisola preta de gola alta e calças jeans, Jobs era conhecido como um líder empresarial carismático e um inovador:

“Nós tentamos apenas criar produtos que sejam realmente maravilhosos e que as pessoas desejam. E algumas vezes estamos certos e outras vezes errados.”

Bill Gates, que tem a mesma idade de Jobs e que, tal como o fundador da Apple, ajudou a impulsionar a indústria dos computadores pessoais, escreveu no seu blogue pessoal: “O Steve e eu conhecemo-nos há quase 30 anos, e fomos colegas, concorrentes e amigos durante mais de metade das nossas vidas. O mundo raramente vê alguém que tenha tido um impacto mais profundo que o do Steve, cujos efeitos se vão fazer sentir por muitas gerações.”

Por seu lado, o co-fundador do Google, Sergey Brin, lembrou a importância de Jobs como figura inspiradora, afirmando que a sua paixão pela excelência é sentida por qualquer pessoa que alguma vez tocou num produto da Apple.
Já o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, escreveu: “Steve, obrigado por seres um mentor e amigo. Obrigado por mostrares que o que se faz pode mudar o mundo. Sentirei a tua falta”.

O presidente Barack Obama disse que Steve era um dos maiores inovadores americanos - corajoso o suficiente para pensar de forma diferente, corajoso o suficiente para acreditar que podia mudar o mundo, e talentoso o suficiente para o fazer. “Ao construir uma das empresas com mais sucesso em todo o mundo a partir da sua garagem, ele exemplifica o espírito do engenho americano. Ao tornar os computadores pessoais e ao pôr a Internet nos nossos bolsos, ele tornou a revolução informativa não apenas possível, mas intuitiva e divertida. O mundo perdeu um visionário. E poderá não haver maior tributo ao sucesso de Steve Jobs que o facto de o mundo ter sabido da sua morte através de um aparelho que ele inventou".

Michael Bloomberg, presidente da Câmara de Nova Iorque, disse que a América perdeu um génio que será lembrado como Edison e como Einstein, e cujas ideias irão moldar o mundo durante várias gerações.

Jobs era tão apreciado a nível mundial que, por exemplo, o site chinês da Apple tinha hoje cerca de 60 milhões de mensagens de condolências.

Steve Jobs sofria de problemas de saúde desde que foi operado em 2004 a uma forma rara de cancro no pâncreas. Em 2009 foi submetido a um transplante de fígado, voltou a trabalhar, mas em Agosto passado passou o cargo de Chefe Executivo da Apple a Tim Cook, permanecendo como Presidente do Conselho de Administração da empresa, iniciada numa garagem e que vale actualmente 335 mil milhões de dólares e compete na Bolsa de Nova York com o gigante petrolífero Exxon no que diz respeito ao valor das suas acções, que rondam actualmente os 400 dólares.

Jobs fundou a Apple em 1976 conjuntamente com o seu colega de liceu Steve Wosniak e depois de um experimental Apple 1, entraram na idade dos computadores pessoais com a Apple 2. Em 1984, a Apple apresentou o Macintosh, um aparelho pioneiro que abriu os computadores pessoais ao público em geral.

Após o Macintosh foi a vez do lançamento de produtos de grande sucesso como o iPad, o iPhone e o iTunes, este último tendo revolucionado a forma de ouvir música em qualquer lado, de uma forma fácil e simples e com uma qualidade de som extraordinária.

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