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Estados Unidos exortam Israel a evitar isolamento

  • Paulo Faria

Panetta e o seu homologo israelita Ehud Barak

Panetta e o seu homologo israelita Ehud Barak

O secretário americano da Defesa, Leon Panetta, advertiu Israel que arrisca um maior isolamento, se não negociar com os Palestinianos

O secretário americano da Defesa, Leon Panetta, advertiu Israel de que se arrisca a um maior isolamento, a menos que trabalhe para reparar as suas relações com os países da região. Panetta encontra-se em Israel, para reafirmar o apoio dos Estados Unidos ao estado hebraico e oferecer aconselhamento aos dirigentes israelitas.

O secretário da Defesa Panetta falou aos jornalistas a bordo do avião militar que o transportou a Israel, enquanto o estado hebraico anunciava ter aceitado uma proposta dos mediadores do quarteto do Médio Oriente para regressar às conversações com os palestinianos sem quaisquer pré- condições.

Panetta deseja reafirmar o empenhamento da América para com a segurança de Israel, na esperança de que irá tomar em atenção o que disse serem os riscos necessários para a paz e garantir que os dirigentes israelitas tenham espaço para negociar. Apelou aos israelitas e palestinianos para trabalharem rumo a um acordo de paz:

“O facto é que não penso que eles percam realmente alguma coisa ao irem para negociações. O facto é de que ninguém lhes vai dizer exactamente quais os acordos que têm de fazer. Ninguém lhes vai dizer exactamente o que têm de abandonar. Tudo isso faz parte do processo negocial.”

O secretário da Defesa disse que irá oferecer novas garantias aos palestinianos, que recusaram voltar às conversações, a menos que Israel pare a construção de colonatos na ocupada Margem Ocidental.

Panetta advertiu que Israel tem muito a perder a menos que corrija as relações com países da região, no rescaldo das mudanças democráticas verificadas através da maior parte do Médio Oriente e do Norte do África no princípio do ano. Disse julgar que os dirigentes israelitas precisam de corrigir as relações com a Turquia e o Egipto, sob pena de ficarem cada vez mais isolados.

Israel e o Egipto tiveram um frio mas estável relacionamento até ao derrube do presidente egípcio Hosni Mubarak em Fevereiro. Desde então, as relações tornaram-se tensas, com incidentes incluindo uma incursão israelita na região do Sinai que causou a morte de seis guardas egípcios e um ataque por uma populaça à Embaixada de Israel no Cairo.

O programa nuclear do Irão faz parte também da agenda de Panetta em Israel, onde alguns defendem um ataque antecipado sobre alvos nucleares iranianos. O secretário americano da Defesa apelou, nesse sentido, a Israel para procurar uma solução regional em vez de tomar uma acção unilateral.

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