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Quénia quer testes de SIDA obrigatórios

  • Eduardo Ferro

Quénia quer testes de SIDA obrigatórios

Quénia quer testes de SIDA obrigatórios

Cerca de um milhão e meio de quenianos encontram-se infectados com o vírus do Sida.

Numa tentativa de combater o alastramento do Sida o Quénia está a encarar a possibilidade de decretar testes obrigatórios ao vírus VIH que causa aquela doença. Trata-se no entanto de uma ideia controversa.

Cerca de um milhão e meio de quenianos encontram-se infectados com aquele vírus ou seja cerca de 6,3% da população adulta do país.

Apesar de o Quénia ter alcançado algum sucesso na redução das taxas de infecção durante a última década, cerca de 60% dos quenianos não fizeram o teste.

Agora as autoridades quenianas estão a tentar fazer com que 80% da população seja testada até 2013 e está a estudar novos métodos para atingir esse objectivo.

Segundo o jornal “Daily Nation”, o país poderá adoptar novas regras nos hospitais tornando obrigatórios os testes ao Sida em todos os adultos internados com doenças tais como a malária. Todas as crianças admitidas nos hospitais seriam também testadas.

O teste obrigatório de seropositividade é considerado por várias organizações internacionais como uma violação dos direitos humanos. Esses grupos afirmam que se trata não só de uma violação da privacidade como também de um convite à discriminação.

O problema da marginalização social está também relacionado com os planos do governo queniano para a despistagem da doença.

Anteriormente o governo tentou aumentar a percentagem de pessoas testadas através de um programa voluntário abrindo postos através de todo o país para esse efeito.

Contudo muitas mulheres preferiram não recorrer aos centros temendo ser consideradas como promíscuas. Apesar do índice de escolaridade ter aumentado os últimos anos no Quénia, o facto de uma pessoa ser portadora do VIH tem normalmente implicações nas suas hipóteses de arranjar emprego e na sua vida social.

No entanto obrigatoriedade dos testes no Quénia não parece iminente visto que a actual lei os ilegaliza. Para alterar essa situação o governo terá primeiro que alterar a legislação regendo a prevenção e o controlo do Sida o que poderá levar vários meses.

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