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Obama confirma morte de líder terrorista no Iémen


Al-Aulaqi tornou-se conhecido mundialmente através das suas predicações na internet

Al-Aulaqi tornou-se conhecido mundialmente através das suas predicações na internet

Washington considerava Anwar al-Aulaqi tão perigoso como Osama Bin Laden

O governo do Iémen anunciou hoje a morte do clérigo radical americano-iemenita, Anwar al-Aulaqi ligado à al-Qaida e há muito procurado pelos Estados Unidos.

O presidente americano, Barack Obama, descreveu a sua morte como um revés para os terroristas e disse que al-Aulaqui "liderava iniciativas para assassinar americanos inocentes".

As circunstâncias da morte de al-Aulaqi ainda não são claras, mas as primeiras informações indicam que ele terá sido morto por um ataque aéreo.

Segundo um porta-voz do ministério da defesa do Iémen, Anwar al-Aulaqi e os seus guarda-costas foram mortos no ataque supostamente dirigido pelos Estados Unidos.

A notícia viria a ser confirmada horas depois por Washington. Um alto responsável da administração americana disse que Aulaqi foi morto num ataque de aviões-drones.

Um membro do governo iemenita que pediu para não ser identificado, disse que o líder terrorista foi apanhado quando viajava entre as províncias de Marib e de al-Jawf no norte do Iémen a pouco mais de uma centena de quilómetros da capital Sanaa, uma zona conhecida pela presença de membros da al-Qaida.

Considerado pelos Estados Unidos como uma ameaça ao nível de Osama Bin Laden, Aulaqi é suspeito de ter sido o inspirador do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab autor do atentado falhado de 25 de Dezembro de 2009 num avião comercial americano.

O clérigo era também conhecido por ter trocado correspondências com o oficial americano Nidal Hassan autor do tiroteio que matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood no Texas em 2009.

Anwar al-Aulaqi é cidadão americano de 40 anos de idade nascido no Estado do Novo México, de uma família de imigrantes iemenitas. Aulaqi viveu no Estado da Virgínia e foi íman de uma mesquita em Falls Church – próxima de Washington DC. Ele chegou a ser preso em 2006 no Iémen a pedido dos Estados Unidos, mas acabou por ser libertado um ano mais tarde.

Por causa das suas predicações em inglês do alcorão tornou-se num sujeito conhecido pelos seguidores da jihad através da internet. O seu nome está relacionado a mais de uma dezena de investigações do terrorismo no Reino Unido, Canada e aqui nos Estados Unidos.

Presidente Obama ouvindo o Secretário da Defesa Leon Panetta durante a cerimónia de tomada de posse do General Dempsey em Fort Myer

Presidente Obama ouvindo o Secretário da Defesa Leon Panetta durante a cerimónia de tomada de posse do General Dempsey em Fort Myer

A morte de Anwar al-Aulaqi representa uma grande vitória para os Estados Unidos na luta contra o terrorismo global.

O seu nome fazia parte da lista da CIA de indivíduos a abater. A administração americana, através do presidente Obama não perdeu por isso a oportunidade para comentar a morte do líder terrorista descrito como um dos maiores líderes de propaganda da al-Qaida.

Falando na base militar de Fort Myer aqui em Washington, durante a cerimónia de passagem a reforma do General Mike Mullen, Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas Americanas, o presidente Obama disse que a morte de Anwar al-Aulaqi representa um duro golpe contra um dos mais activos membros da al-Qaida.

“A morte de Aulaqi marca uma nova etapa importante no esforço global para vencer a al-Qaida e suas filiais.”

O presidente americano qualificou a operação que conduziu a morte do terrorista mais procurado no Iémen como prova de que grupos terroristas e seus membros jamais encontrarão esconderijos seguros em nenhuma parte do mundo.

Obama sublinhou que a al-Qaida na península arábica continua a ser uma organização perigosa embora em decadência.

Aulaqi era descrito como o maior recrutador da al-Qaida. A operação que conduziu a sua morte foi preparada pela CIA – Agencia Central de Inteligência e executada pelo Comando de Operações Conjuntas, a mesma unidade que levou a cabo o ataque que vitimou há cinco meses o líder da al-Qaida, Ossama Ben Laden.

O presidente americano disse que em diante, os americanos devem manter-se vigilantes em face de ameaças contra os Estados Unidos ou seus aliados e parceiros.

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