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António Indjai: Não estou nas Forças Armadas para defender os balantas


António Indjai: Não estou nas Forças Armadas para defender os balantas

António Indjai: Não estou nas Forças Armadas para defender os balantas

Chefe militar da Guiné-Bissau promete combater tribalismo no seio dos militares e diz que não é golpista

As revelações bombásticas do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas constam da última edição do periódico militar “O Defensor”, que deixou de sair há mais de um ano, e agora retomado mediante o apoio financeiro da Missão Angolana de Apoio a Reforma no Sector da Defesa guineense.

Segundo o jornal, nas recentes deslocações efectuadas às diferentes unidades militares da capital, isto na sequência de vários rumores que pendiam sobre a sua actuação na chefia do Estado-maior, António Indjai afirma não estar a frente das Forcas Armadas para servir os guineenses e não os balantas, etnia da qual pertence. Afirmação essa resultante da abordagem a que foi alvo por um dos membros da sua convivência étnica, que o acusa de nada estar a fazer para o bem dos balantas.

A propósito, o Chefe de Estado-maior General das Forcas Armadas assegura que tudo vai fazer para combater o fenómeno de sentimentos e comportamentos tribais no seio dos militares guineenses, isto para o bem do país, preservando a paz, justiça e a unidade nacional. Deu exemplo de Rwanda para afirmar citamos: esta triste lição não pode e nem deve acontecer na Guiné-Bissau, enquanto um pais pequeno e muito misturado em laços sanguíneos”.

Das revelações de António Indjai, trazidas pelo jornal militar guineense, conta ainda que havia um movimento que pretendia perpetrar um golpe de Estado, afastando todos os órgãos civis democraticamente instituídos.

A propósito, conforme o periódico, Indjai disse ter nomes dos alegados implicados, os quais promete transferir para a unidade de guardas fronteiras. O Chefe de Estado-maior da Guiné-Bissau adiantou o que passo a citar: Se alguém quer que eu dê um Golpe de Estado garanto-vos que não vou faze-lo e nem o farei. O Primeiro-ministro chegou ao poder através de votos nas urnas, por isso quem tem a competência para lhe destituir são os eleitores e não o Chefe de Estado-maior, nem tão pouco as Forças Armadas”, fim de citação.

Rui Correia Landim comentou as afirmações do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas ao periódico militar “O Defensor”, segundo ainda o qual, pairavam rumores em como António Indjai teria recebido somas em dinheiro para garantir a manutenção de Carlos Gomes Júnior a frente do Governo.

Uma informação também desmentida pelo Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, que apelou ainda aos militares a abandonarem a violência como forma de resolver os seus problemas.

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