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Analista diz que UNITA devia gerir melhor questões internas


Dirigentes históricos da UNITA, numa conferência de Imprensa em Luanda. Da esquerda para a direita estão Abel Chivukuvuku, Samuel Chiwale, Paulo Lukamba Paulo, Jose Quissanga e Carlos Tiago Kandanda

Dirigentes históricos da UNITA, numa conferência de Imprensa em Luanda. Da esquerda para a direita estão Abel Chivukuvuku, Samuel Chiwale, Paulo Lukamba Paulo, Jose Quissanga e Carlos Tiago Kandanda

Jurista Lindo Bernardo pensa que a UNITA devia considerar as diferenças de opinião internas como uma mais-valia.

Reagindo à recente suspensão de 12 membros da comissão política da UNITA, o jurista angolano Lindo Bernardo Tito, afirmou à “Voz da América” que o maior partido da oposição angolana demonstra falta de capacidade de gestão dos seus problemas internos.

Em declarações à Voz da América, Lindo Bernardo disse que o principal partido da oposição em Angola devia considerar as diferenças de opinião internas como uma mais-valia para a democratização do ex-movimento rebelde.

“O que se passa é que ao invés de entenderem as diferenças como uma mais-valia as lideranças ficam preocupadas com a sua manutenção no poder. Utilizam epítetos como rebelião interna ou tentativa de divisão”, declarou o analista.

Bernardo Tito afirmou que a UNITA devia saber gerir as questões internas de acordo com os objectivos gerais do partido e não olhando para os interesses pessoais ou de grupo.

Ele acrescentou que as sanções podem acarretar consequências eleitorais e considera Lukamba Gato e Abel Chivukuvuku como figuras com ampla projecção interna e externa.

“Afastar estes quadros, por um período tão longo, tem consequências eleitorais”, disse ele.

Bernardo Tito concluiu que, com esta atitude, a UNITA deixou claro que um certo défice de tolerância interna o que terá reflexos nas próximas eleições .

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