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India: Ajudas as vitimas de terramoto de Domingo tardam a chegar


Vias de acesso bloqueadas estão a dificultar a passagem de ajuda aos sinistrados

Vias de acesso bloqueadas estão a dificultar a passagem de ajuda aos sinistrados

Por causa de dificuldades de terreno, foram mobilizados mais de 5 mil militares para assegurar as operações de socorro

Na Índia, o número de vítimas do terramoto de Domingo último no Estado de Sikkim a nordeste do país subiu para oitenta e um mortos além de vários sinistrados.

As difíceis operações de socorro em zonas montanhosas e remotas continuam sendo um desafio as autoridades que entretanto são acusadas de não saber lidar com a situação.

As equipas de socorro estão a aproximar-se das zonas remotas de Sikkim, o epicentro do terramoto de magnitude 6,9 de Domingo. As operações estão no entanto a ser dificultadas por chuvas torrenciais, nevoeiros e derrocadas.

Helicópteros da força aérea indiana participam nas operações de socorro assegurando o transporte do pessoal médico em Mangan, o distrito mais afectado pelo tremor de terra que atingiu também o Nepal e o Tibete.

Mais de 5 mil militares foram enviados para região. Os soldados estão a recorrer a engenhos para reabrir entre as montanhas as passagens bloqueadas pelo desabamento de terra em resultado das chuvas de Monção. As autoridades afirmam que pode levar ainda alguns dias até as equipas de socorro cheguem a zona do epicentro tremor de terra.

O ministro da administração R.K. Singh disse que os números de mortos vão de certeza aumentar, isso enquanto as equipas de salvamento avançam para as áreas remotas.

“A vigilância aérea começou com um helicóptero. Embalagens com comida estão a ser lançadas nas áreas do nordeste. O governo estadual informou ter aberto campos de acolhimento em todos os distritos.”

O terramoto de domingo passado levantou questões sobre a necessidade de melhoria das capacidades de protecção civil nas áreas remotas. Angeli Quatra um especialista em operações de socorro disse que as acções de busca e de salvamento foram atrasadas porque as autoridades locais não estavam prontas para fazer face a desastres naturais desta envergadura.

“Devia haver meios nas áreas locais de forma que as ajudas pudessem ser imediatamente distribuídas. Devia haver serviços de ambulância aérea no Estado. Todos esses Estados precisam de helicópteros porque à esta altura é o único meio viável para garantir o socorro.”

Angeli Quatra realça que dois dias depois do terramoto não existem dados concretos sobre o número de mortos e de sinistrados.

A maioria dos casos de morte foi registada em Sikkim descrito como o local mais afectado. Foram contudo recenseados alguns mortos nos Estados vizinhos de Bihar e West Bengal, bem como no Nepal e no Tibete.

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