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Nigéria: Presidente Jonathan anuncia a reforma dos serviços de segurança


Goodluck Jonathan, presidente da Nigéria

Goodluck Jonathan, presidente da Nigéria

A medida visa travar as ameaças de extremistas que segundo o presidente não devem ser os únicos responsáveis pelos atentados

A Nigéria está a reestruturar os serviços de segurança para melhor combater a série de ataques terroristas.

Segundo o correspondente da Voz da América, Scott Sterns tem havido preocupações de que a violência actualmente na Nigéria não se limita a apenas a um grupo circunscrito de homens armados.

O presidente nigeriano Goodluck Jonathan disse que a violência na capital Abuja e por todos os Estados do Norte não é uma acção exclusiva da seita Boko Haram.

O grupo extremista islâmico reivindicou o ataque a bomba do mês passado contra a sede das Nações unidas em Abuja, no qual morreram 23 pessoas, mas o presidente Jonathan disse acreditar haver também outros “elementos não patriotas” em acções do género, e prometeu que não haverá “vacas sagradas” no momento de os apresentar a justiça, seja lá onde se venham a esconder.

O Tenente General na reserva Jeremiah Useni preside um proeminente grupo de líderes religiosos e políticos do norte da Nigéria no seio do Fórum Consultivo Arewa. Para ele a incapacidade militar em conter as ameaças revela um desafio de segurança mais profundo que o problema colocado actualmente pela seita Boko Haram.

“Sempre que ocorre um incidente, somos informados de que há ou houve um alarme de segurança e que os serviços competentes estavam ao corrente da situação. E ainda assim, as coisas ou seja os ataques acabam por acontecer. O que significa que os serviços de segurança não acreditam nas suas fontes ou existe um desleixo de alguma parte.”

Especulações sobre os que estariam por detrás da violência na Nigéria, incluem o grupo terrorista aliado da al-Qaida no Sahel a Aqmi, opositores políticos do presidente Goodluck Jonathan e em último caso, militares nigerianos que pretendem descreditar o governo civil.

Abubakar Umar Kari é Sociólogo e pesquisador na Universidade de Abuja.

“Infelizmente a seita Boko Haram tornou-se numa metáfora virtual do terrorismo e da violência na Nigéria. Algum ataque, ou qualquer rebuliço de segurança ou de paz, é imediatamente atribuído a Boko Haram.”

Abubakar Kari diz que o espírito de vida-ou-morte dos políticos nigerianos alimenta o extremismo, com a política a ser o campo de disputa entre as elites, e adianta que alguns dos ataques são claramente acções de outros grupos e não da seita Boko Haram.

O presidente Goodluck Jonathan anunciou a reforma do sistema dos serviços de segurança de forma a melhorar a recolha de informações e uma melhor vigilância pelos civis. A medida prevê igualmente punir aqueles que segundo o presidente se escondem por detrás da liberdade para perpetuar actos diabólicos contra o povo nigeriano.

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