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Líbia: Estados Unidos pedem maior controlo e vigilância das fronteiras


Forças rebeldes na conquista as posições controladas pelo antigo regime do Coronel Kadhafi

Forças rebeldes na conquista as posições controladas pelo antigo regime do Coronel Kadhafi

Washington pediu aos governos dos países vizinhos para prender e confiscar os bens em poder dos membros do antigo governo líbio

O governo americano está a apelar aos países do Magreb para reforçarem o controlo das fronteiras e deter os membros do antigo governo do Coronel Muammar Kadhafi.

O apelo do Departamento do Estado acontece uma semana depois de incidentes na fronteira e em que alguns responsáveis do antigo regime líbio foram vistos a chegar ao Níger.

O Departamento do Estado informou que o governo americano entrou em contacto com os países do Norte de África incluso os que não têm fronteira directa com a Líbia, apelando-os a respeitarem as obrigações internacionais no sentido de deterem os membros do governo de Kadhafi que estejam em fuga e confiscar todos os fundo e haveres de que façam acompanhar.

Esta decisão do governo americano vem na sequência da chegada no início desta semana ao Níger de um comboio de viaturas proveniente da Líbia, transportando altos oficiais militares e antigos responsáveis do governo de Kadhafi supostamente sob embargo internacional.

A porta-voz do Departamento do Estado, Victoria Nuland disse que eram entre 20 a 25 refugiados líbios e um total de 200 viaturas que entraram no Níger a partir do posto fronteiriço situado ao Sudoeste da Líbia. Nuland disse que para além do Níger os Estados Unidos já contactaram o Mali, a Mauritânia, o Chade e Burquina Faso para que respeitem as resoluções do Conselho de Segurança sobre Líbia e a protecção das suas fronteiras terrestres.

“Estamos a apelar a todos esses países para que façam todos os esforços com vista ao controlo das suas fronteiras, para que prendam todos os responsáveis do regime de Kadhafi, que confisquem todas as armas ilegais e contrabandeadas, e para desarmarem-nos igualmente e confiscar todos os bens que pertençam ao povo líbio.”

Victoria Nuland disse que a embaixadora americana no Níger, Bisa Williams reuniu-se com o presidente Mahamadou Issoufou acerca do incidente surgido com a chegada do comboio de viaturas da Líbia. Ela disse que a diplomata foi informada que todo esse pessoal está sob vigilância na capital Niamey e que o governo nigerino estava em contactos com o Conselho Nacional de Transição na Líbia para decidir sobre a sorte dos mesmos.

A porta-voz do Departamento do Estado disse que países vizinhos da Líbia nomeadamente a Tunísia, Argélia e o Egipto estavam a cooperar há meses com as Nações Unidas e que a maior preocupação tem a ver com a possibilidade de Kadhafi e os seus seguidores fugirem para os países ao sul da Líbia.

Ontem Quarta-feira o Pentágono indicou que os Estados Unidos não dispunham de informações para confirmar ou não, que o Coronel Muammar Kadhafi tenha deixado o país.

O Departamento do Estado disse entretanto reconhecer as preocupações levantas pelas organizações dos Direitos Humanos sobre prisões arbitrárias e de abusos contra os líbios e trabalhadores emigrantes africanos na Líbia, suspeitos de serem apoiantes de Kadhafi.

A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional tinham apelado ao Conselho Nacional de Transição na Líbia para parar com os assédios contra os líbios de raça negra e os emigrantes africanos. A Human Rights Watch diz haver provas de que o governo de Kadhafi recrutou e usou mercenários africanos vindos do Chade, Sudão e de outros países. Mas a mesma organização adianta que milhares de africanos têm trabalhado na Líbia durante vários anos e que as forças de segurança não devem recorrer a cor da pele como razão para os prender.

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