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Greve na África do Sul

  • Paulo Oliveira

Greve na África do Sul

Greve na África do Sul

O governo sul-africano indicou que não irá aumentar a oferta feita aos funcionários públicos que entraram hoje em greve. As escolas forma as mais afectadas pelo primeiro dia de greve.

O ministro dos Serviços Públicos Richard Baloyi precisou que a oferta do governo de sete por cento de aumento salarial e de subsídio de habitação de 95 dólares vai custar quase 700 milhões de dólares, verba que terá de encontrar através de cortes noutras despesas.

"Não se trata de uma posição que escolhemos. Trata-se da posição final que podemos comportar. Com efeito isto nem se quer é comportável, pois teremos de escolher prioridades".

O governo vai assinar amanhã a oferta, e segundo os regulamentos será aplicada dentro de 21 dias. Mesmo assim os sindicatos afirmam-se determinados a não aceitar algo que seja inferior a oito virgula seis por cento com um subsidio de habitação de 135 dólares.

A maioria dos professores não se apresentou ao trabalho e os estudantes que foram à escola ficaram abandonados à sua sorte.

O governo disponibilizou 40 mil conjuntos de estudo, enquanto os que possuem ligação à internet podem descarregar os materiais para estudo.

O governo apelou aos estudantes para formarem grupos de estudo e pediu voluntários para ajudarem a coordenar e lidarem os grupos.

A maioria dos hospitais públicos funcionou normalmente, embora se tenham registado alguns problemas – incluindo a presença de piquetes de greve que bloquearam a entrada de enfermeiros e de doentes num dos maiores hospitais situado próximo de Joanesburgo.

Os médicos e os enfermeiros estão proibidos, por lei, de fazer greve.

Os tribunais não funcionaram por que os escrivães e os intérpretes aderiram à greve.

Os sindicatos vão iniciar amanha piquetes de greve e manifestações a nível nacional, com alguns sindicalistas a ameaçarem interromper auto estradas e impedir as pessoas de irem para o trabalho.

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