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A palanca negra gigante enfrenta nova ameaça


Quedas de Kalandula

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Caça furtiva e queimadas provocam medo nos antílopes

A segunda fase da operação de captura da Palanca Negra Gigante na reserva natural e integral do Luando, município de Cangandala, província de Malanje, permitiu a criação de uma nova manada no Parque Nacional de Cangandala, com seis fêmeas e dois machos.

O coordenador do projecto de conservação desta espécie rara, Pedro Vaz que apresentou os resultados preliminares da operação referiu que foi realizado novo reconhecimento aéreo em toda reserva, marcadas várias manadas, incluindo as híbridas e identificadas as principais ameaças.

A caça furtiva e as queimadas dominam o clima de medo daqueles antílopes.

“A situação que foi encontrada no Luando, muito embora tenhamos encontrado três pequenas manadas é muito alarmante, a caça furtiva está completamente descontrolada na reserva. Em cada quatro fêmeas ou em cada cinco fêmeas está a recuperar de uma armadilha, tinha sido apanhada numa armadilha. Temos aí na fotografia uma fêmea que está magra, metade de uma pata está totalmente já gangrenada, ela vai morrer, esse animal está condenado. A direita temos uma outra fêmea que capturamos e mostra cicatriz de uma grande armadilha. As cacimbas de água na reserva estão praticamente todas armadilhadas. Desapareceu praticamente 90/95% da área da reserva, está extinta, praticamente por causa da caça furtiva, nessas regiões, nomeadamente das áreas de Capunda, Kinbangue e Mulunda onde ela desapareceu existe apenas algumas manadas de palanca vermelha”.

A operação encerrada esta terça-feira, iniciou no dia 27 de Julho último, substituído pela terceira fase lançada pela ministra do Ambiente Fátima Jardim, na sede municipal de Cangandala, 30 quilómetros a sul de Malanje.

Para continuidade do processo de conservação da palanca negra gigante, o director-geral da ESSO Angola, Stéphane Mahieu, associadas do bloco 15, entregou um cheque no valor de 300 mil dólares à ministra do Ambiente, Fátima Jardim.

O dinheiro vai priorizar entre outras acções, “a construção da vedação de protecção a volta do abrigo de Cangandala, o acompanhamento dos animais que se encontram nas reservas de Cangandala e Luando através de coleiras de localização”.

A titular da pasta defendeu igualmente a preservação do animal.

“Podemos transformar o projecto Palanca, num projecta também de prosperidade, projecto de turismo, um projecto de protecção da biodiversidade, quer dizer que estamos satisfeitos, sobretudo, com o apoio dos nossos parceiros”.

As companhias petrolíferas Esso Angola, Sonangol, Total E&P Angola e parceiros do bloco 15 disponibilizaram em três anos um montante avaliado em 900 mil dólares norte-americanos.

O Ministério do Ambiente, e parceiros, têm nos seus registos um total de 19 animais, dos quais cinco machos e 14 fêmeas, todas já no santuário criado, no parque de Cangandala.

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