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Auto suficiência alimentar em Angola dentro de oito anos

  • Isaías Soares

Auto suficiência alimentar em Angola dentro de oito anos

Auto suficiência alimentar em Angola dentro de oito anos

O objectivo é contribuir para que exista uma Angola sem fome

O presidente do conselho de Administração da Empresa de Terras Aráveis - Gesterra, Carlos Alberto Jaime (Calabeto) garantiu recentemente na Fazenda Pungo-Andongo, 72 quilómetros a oeste de Malanje, que Angola poderá ter auto-suficiência alimentar antes da próxima década.

O responsável que falava por ocasião dos cinco anos de existência da Gesterra afirmou que os 18 projectos aprovados pelo governo angolano para a criação de fazendas agrícolas e pólos agro-industriais avaliados em cerca 800 milhões de dólares americanos vão suprir o défice na produção cereais, de leguminosas, raízes e tubérculos.

“O objectivo da Gesterra é contribuir para que exista uma Angola sem fome, nós acreditamos e levamos esse lema e, acreditamos que no médio prazo Angola será auto-suficiente, tendo em conta os projectos aprovados e também a necessidade de surgir no nosso meio o empresariado nacional, o privado.

O privado tem que abraçar estes projectos. Nós estamos alavancar como empresa pública e julgamos nós que dentro de mais oito ou nove anos, nós vamos atingir a auto-suficiência alimentar. Nós pensamos que até 2013 vamos atingir aí cerca de 75 a 100 mil toneladas de produtos diversos, principalmente cereais. Há um grande défice com relação aos cereais, leguminosas e raízes e tubérculos”

As fazendas agrícolas e os pólos agro-indústriais serão criados nas localidades do Longa, Pedras Negras, Cubal, Quizenga, Camacupa, Cuimba, Manquete, N'zeto, Sanza Pombo, Camaiangala, Negage e do Luena.

O PCA da Empresa de Terras Aráveis confirmou que a participação dos aldeões na produção agrícola vai desenvolver a região.

“É uma população que tem condições para participar e comparticipar na grande cruzada contra a fome temos aqui condições para a produção de mandioca, de milho, para comparticipar também na cana-de-açúcar. É preciso que as populações aqui hoje acreditem, que eles próprios podem dar muito por essa zona, é uma área muito importante, é uma das mais importantes do ponto de vista do país, tendo em conta as potencialidades que existem neste momento aqui.

Há projectos como a Biocom, há projecto da Fazenda Pungo-Andongo, temos a Fazenda Pedras Negras, é um potencial muito grande, são cerca de 300 mil hectares aqui adormecidos que com o desenvolvimento e com a acção do pólo agró-industrial de Capanda, pensamos nós que esta zona será uma zona potencial”.

A Gesterra é uma sociedade anónima constituída por capitais públicos, criada pelo Conselho de Ministros, tutelada pelo Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, que deve garantir o acesso a bens alimentares a preços competitivos e promover o desenvolvimento rural e agro-pecuário de Angola.

A empresa pretende atingir até 2013, cerca de 400 mil toneladas de cerais, criar quatro mil empregos directos, estimular o crescimento da produção pecuária em Angola, expandir a agro-indústria no meio rural e contribuir para a auto-suficiência alimentar no país.

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