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Somalis fogem da fome e da al-Shabab


Ajuda alimentar chega ao porto queniano de Mombaça

Ajuda alimentar chega ao porto queniano de Mombaça

A seca e a fome estão a forçar dezenas de milhar de somalis a abandonarem as suas casas e a procurarem assistência na capital, Mogadíscio, ou nos países vizinhos. Mas o PAM e outras agências da ONU afirmam que o conflito em curso na Somália e acções do grupo militante al-Shabab são também responsáveis pela crescente migração.

A seca e a fome estão a forçar dezenas de milhar de somalis a abandonarem as suas casas e a procurarem assistência na capital, Mogadíscio, ou nos países vizinhos. Mas o PAM e outras agências da ONU afirmam que o conflito em curso na Somália e acções do grupo militante al-Shabab são também responsáveis pela crescente migração.

A falta de alimentos e de água potável em muitas partes da Somália são certamente a principal razão porque tantos somalis estão a deixar as suas casas. Mas Vincent Cochetel, director regional da agência para os refugiados das Nações Unidas, disse que a luta e a opressão estão também a conduzir as pessoas para campos de refugiados:

“Quando falamos com pessoas no Quénia e na Etiópia e damos dois minutos para responderem dizem que partiram por causa da fome, mas se damos 30 minutos contam histórias de horror sobre os tipos de repressão com que foram confrontados com a al-Shabab e outros grupos.”

Allan Jury, do PAM, disse que a situação alimentar na Somália está a piorar e que se não houver uma rápida assistência e abertura do país, dentro dos próximos dois meses, toda a parte sul da Somália ficará sob o espectro da fome:

“Precisamos de formas criativas para lidar com as autoridades locais e algumas dessas capacidades criativas para o diálogo local não ficarão necessariamente bem servidas denunciando ou gritando do alto do pódio para a imprensa e outros órgãos de informação. Poderá ser contraproducente.”

As Nações Unidas anunciaram que três milhões e 700 mil somalis necessitam de assistência de emergência e estimam que esse número poderá aumentar 25 por cento se não for tomada uma acção urgente em todas as frentes.

Entretanto, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, informou que os Estados Unidos disseram a organizações de ajuda humanitária que não enfrentarão qualquer acção judicial baseada nas leis de sanções americanas por enviarem assistência a áreas famintas da Somália controladas pela al-Shabab:

“Pelo facto da al-Shabab controlar muito do território somali, autorizando essa flexibilidade dá garantias a esses trabalhadores humanitários de que podem entregar ajuda a pessoas necessitadas e não se preocuparem em estarem a operar em conflito com as leis e obrigações dos Estados Unidos.”

O Departamento de Estado declarou a al-Shabab uma organização terrorista em 2008 e sanções dos Estados Unidos tornam um crime fornecer qualquer ajuda aquele grupo com ligações à al-Qaida.

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