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EUA evitam grave crise financeira

  • Paulo Faria

Lider da maioria do Senado Harry Reid

Lider da maioria do Senado Harry Reid

O Senado norte-americano votou o acordo para o aumento do tecto da dívida pública dos Estados Unidos e o presidente Barack Obama ja assinou promulgando assim a subida do tecto do endividamento antes do limite que impedirá a entrada da maior economia global em incumprimento.

O Senado norte-americano votou o acordo para o aumento do tecto da dívida pública dos Estados Unidos, e o presidente Barack Obama ja assinou promulgando a subida do tecto do endividamento antes do limite que impedirá a entrada da maior economia global em incumprimento.

A legislação passou o seu maior teste no final de ontem quando a Câmara dos Representantes de maioria republicana aprovou-a por 269 votos a favor e 161 contra. Foi assim que o “speaker” John Boehner anunciou o resultado da votação:

“Votos sim foram 269 e votos não 161, a lei foi aprovada sem objecções, uma moção para reconsiderar esta na mesa.”

A lei permite que o governo federal continue a solicitar empréstimos de dinheiro ate 2012 em troca por reduções de despesas de perto de um trilião de dólares durante os próximos 10 anos.

A lei cria também um comité bipartidário que ira procurar reduzir despesas em mais um trilião e meio de dólares.

Não é claro se a lei contem suficientes cortes nas despesas para evitar uma descida de notação do credito. O secretário do Tesouro, Timothy Geitner, disso a ABC News que não sabia o que ira acontecer ao rating do país.

A agência de notação Standard & Poor ameaçou baixar o rating da América de AAA a menos que o Congresso aprovasse pelo menos quatro triliões de dólares em cortes do deficit. Uma diminuição da notação do crédito aumentaria o custo do governo federal financiar-se e podia também aumentar as taxas de juro em muitos empréstimos aos consumidores.

Muitos congressistas expressaram profundo desagrado com a lei aprovada. Alguns conservadores afirmaram que o pacote não continha cortes bastantes na despesa e os liberais queixaram-se que os cortes são tão fundos e que a lei não aumenta os impostos aos ricos.

A lei foi também criticada por ambos os líderes das bancadas republicana e democrata da Câmara dos Representantes. O republicano Eric Cantor disse que o acordo não é perfeito e que levará mais tempo a mudar a forma de Washington gastar dinheiro. A democrata Nancy Pelosi disse por sua vez estar insatisfeita com muitas das provisões da lei.

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