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Malanje tem gestão fraca dos programas municipais


Malanje tem gestão fraca dos programas municipais

Malanje tem gestão fraca dos programas municipais

Governo provincial e igrejas tentam alterar a situação para melhor

A escassez de quadros qualificados e a falta de residências para abrigar os poucos em toda a província de Malanje contribuem para a fraca gestão dos programas municipais em curso em Angola.

O reforço de especialistas capazes para garantir a sustentabilidade dos projectos e a criação de incentivos para permitir a afixação nas localidades do interior foi recomendado num seminário provincial sobre finanças municipais, ao abrigo do programa municipal integrado de desenvolvimento rural e combate a pobreza.

A formação financiada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com apoio da Casa Civil da Presidência da República angolana pretende melhorar os processos de justificação do dinheiro do Orçamento Geral do Estado e prestação de contas junto do Ministério das Finanças.

“Reforçar a gestão municipal com a afectação de técnicos capazes a fim de garantir a sustentabilidade dos projectos, e criar mecanismos de incentivos para fixação dos mesmos nos município, que o Ministério das Finanças através da Direcção de Tecnologias de Informação, deverá facilitar os procedimentos de acesso e manuseamento do Sistema SIGFE (Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado) dos técnicos indicados no programa municipal integrado de desenvolvimento rural e combate a pobreza. Tendo em conta a dimensão territorial de alguns municípios, os participantes recomendaram a atribuição de quotas diferenciadas”.

Para combater a pobreza está a ser executado acções nos domínios da agricultura, saúde, energia e águas, comércio, educação, cujos directores provinciais e técnicos participaram da formação que congregou os administradores municipais de Cacuso, Calandula, Cangandala, Caculama e Malanje.

A criação de centros de nutrição e dos comités de prevenção das mortes maternas e neonatal nas sedes municipais podem ajudar no incremento da Atenção Integrada a Infância (AIDI), que deve ser acompanhado com projectos sociais que visam a dotar as famílias de capacidade económica e física para obtenção de alimentos em quantidade e qualidade para a satisfação das necessidades alimentares.

O governador em exercício de Malanje, António David Dias da Silva que orientou as cerimónias de abertura e encerramento do seminário, disse que o capitaliza as atenções do executivo e, “permitirá de forma objectiva resolver os problemas do povo. O exercício que acabámos de fazer, que a todos os títulos consideramo-lo como positivo vem exactamente neste sentido e foi possível demonstrar aos senhores administradores, a todos os presentes que é possível elaborarmos projectos muito bem concebidos e que permitem melhor execução”.

A Cáritas arquidiocesana de Malanje da Igreja Católica, parceira do governo desenvolve há várias décadas projectos de combate à fome e a pobreza, com a entrega ao domicílio de víveres e medicamentos a mais de 60 pessoas da terceira idade e acusadas de prática de feiticeira, eliminação do analfabetismo e venda de medicamentos e material gastável a preços acessíveis tem agora novos mecanismos para gerir os fundos disponíveis.

Deodato dos Santos Francisco representou a instituição religiosa.

“Eu vou transmitir isso que aqui recebemos, de modo que aqueles programas sociais que nós temos vindo a elaborar sejam exequíveis, sejam munidos de ferramentas necessárias para a satisfação das necessidades colectivas e das necessidades sociais”.

As Organizações Não Governamentais Adra Nacional, ADMERA, IEPALA, as igrejas Metodista Unida e Evangélica Reformada de Angola e autoridades tradicionais fizeram quórum que aconselhou a criação de estratégias que ajudem no melhoramento da produção, comercialização e armazenamento de produtos para as épocas de crise.

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