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"Angolanização" da indústria petrolífera criticada


"Angolanização" da indústria petrolífera criticada

"Angolanização" da indústria petrolífera criticada

Mais de 80% dos trabalhadores são angolanos mas críticos afirmam que a questão a saber é a sua posição e se têm as mesmas regalias.

Há cerca de dez anos iniciou-se em Angola, um processo de enquadramento de quadros angolanos no sector mais lucractivo do país, o petróleo.

O programa, designado "angolanização do sector dos petróleos", tem por objectivo facilitar o acesso dos nacionais à indústria do ouro negro, mas a marcha não está a ser fácil.

Vários sectores da sociedade apontam a existência de políticas descriminatórias por parte de companhias que operam no país.

A coordenadora da secção económica da Open Society em Angola Albertina Delgado e o editor de economia do semanàrio Novo Jornal, Miguel Gomes falaram á Voz da América sobre o assunto.

Delgado disse que "na pràtica" a maior parte da empresas pressupõem que a lei implica que tem que haver o maior número de quadros angolanos a trabalhar nas empresas petrolíferas".

Mas Albertina Delgado diz que a lei implica também que as empresas invistam nos quadros angolanos "para que estes possam ocupar diversas posições dentro do sector".

Para Delgado não basta olhar para o número de angolanos actualmente na indústria petrolífera.

"A questão da angolanização não pode ser vista apenas pelo facto de haver 88% de angolanos na indústria petrolífera," disse.

"A questão que se coloca é saber que cargos ocupam esses 88%," acrescentou.

"Têm as mesmas regalias? Têm igualdade em termos monetários?" interrogou para crescentar que "a realidade é que não há essa equidade".

Por seu turno Miguel Gomes disse que muitas vezes angolanos são contractados " só por uma questão de imagem para as companhias mostrarem que têm angolanos".

Essas companhias, disse, deveriam ter "uma estratégia de procurar pessoas com valor, apostar nelas e coloca-las em lugares chave".

Ouça o nosso debate sobre a indústria de petróleo em Angola carregando na barra azul no topo.



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