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O Uso Indiscriminado De Antibióticos Na Agropecuária

  • Ana Guedes
  • Renato Bittencourt

O Uso Indiscriminado De Antibióticos Na Agropecuária

O Uso Indiscriminado De Antibióticos Na Agropecuária

A FDA, agência governamental que regulamenta aqui nos Estados Unidos o uso de remédios e alimentos, alertou mais uma vez para o uso indiscriminado de antibióticos na agropecuária.

ANA - Esta prática, segundo a FDA, tem dado lugar ao surgimento de uma resistência cada vez maior das bactérias aos antibióticos.

ANA - Aqueles que querem proibir o uso de antibióticos na agropecuária admitem que os medicamentos sejam usados em casos de doença.

RENATO - Mas o que acontece, dizem eles, é que os antibióticos são frequentemente usados simplesmente para tornar os animais mais robustos e gordos.

ANA - A deputada do Partido Democrata Louise Slaughter apresentou projecto de lei que proíbe o uso de sete tipos de antibióticos no preparo da ração de animais de criação.

RENATO - Naturalmente os meios agro-pecuários reagiram, alegando que as restrições poderão prejudicar as actividades da criação de animais, e aumentar seus custos, sem um correspondente beneficio para a saúde dos seres humanos.

ANA - Nos debates preliminares no Congresso, o deputado republicano John Shimkus fez objecções ao projecto de sua colega democrata.

RENATO - Ele ponderou que antes de serem tomadas providências que poderão ter um impacto negativo na economia, será preciso garantir que existem mesmo provas cientificas de uma relação entre o uso de antibióticos em animais e a resistência anti microbiana

ANA - Renato, outro assunto: na recente conferência internacional sobre a SIDA, em Viena, Áustria, o que despertou mais sensação foi a divulgação dos resultados de um estudo sobre microbicidas realizado na África do Sul.

RENATO - Conforme foi amplamente divulgado, pesquisadores testaram um gel de aplicação vaginal, que leva 1% do anti retroviral Tenofovir, e que se mostrou capaz de reduzir em até 54% a contaminação de mulheres pelo HIV.

ANA - Novos testes serão necessários, e o produto só deverá ser comercializado dentro de cinco anos, ou mais.

RENATO - Por outro lado, vários participantes da conferência manifestaram-se preocupados com a alegada falta de empenho dos países ricos em financiar a campanha anti-Sida no mundo.

ANA - Uma mensagem do presidente Barak Obama, lida no encerramento da conferência, visou a afastar essa ansiedade e dar uma nota positiva.

RENATO - O presidente americano declarou: “ Eliminar essa pandemia não acontecerá de um momento para outro. Mas graças aos senhores, foram feitos grandes avanços, e os Estados Unidos se comprometem a continuar a ajudar esse progresso”.

ANA - Exercícios físicos adequados e suficiente nível de vitamina D no organismo ajudam a reduzir o risco de declínio da capacidade de adquirir conhecimentos, bem como de ficar demente.

RENATO - Foi o que anunciaram dois estudos apresentados na recente Conferência sobre Alzheimer realizada no Hawai.

ANA - Num dos estudos, os pesquisadores estudaram 1.200 participantes no decorrer de duas décadas...

RENATO -... e verificaram que aqueles que haviam feito exercícios moderados ou intensos apresentaram 40 por cento menos risco de adquirir qualquer tipo de demência.

ANA - O segundo estudo, que contou com a participação de mais de 3.000 voluntários, constatou que um nível baixo de vitamina D acarreta um aumento de 42 por cento do risco de ficar demente.

RENATO - No entanto, obter uma quantidade apropriada de vitamina D é difícil, porque ela não se encontra em muitos alimentos.

ANA - Além disso, a assimilação dessa vitamina pelo organismo requer uma certa exposição ao sol, o que nos Estados Unidos não ocorre com frequência.

RENATO - O chefe do Departamento Médico da Associação de Alzheimer, William Thies, saudou o estudo como encorajador...

ANA -... mas ressaltou que será necessário fazer mais pesquisas para apurar até que ponto os suplementos da vitamina D, em pílulas, são eficazes.

RENATO - Outro assunto, Ana: ao contrário da ideia geralmente aceita, inclusive entre os médicos, sobre a melhor receita para perder quilos, uma nova teoria surgiu.

ANA - Segundo essa teoria, para obter bons resultados, é preciso emagrecer muito... e rapidamente.

RENATO - Foi o que constou de estudos apresentados no Congresso Internacional sobre Obesidade, este mês em Estocolmo.

ANA - A médica endocrinologista e doutoranda da Universidade de Melbourne (Austrália), Katrina Purcell, conduziu uma experiência comparativa entre dois modelos de regime: um "rápido", e outro,“ gradual”.

RENATO - Surpreendentemente, e ao contrário do que se pensa, o regime 'rápido' demonstrou ser mais eficaz.

ANA - Um dos motivos avançados pela cientista é de ordem psicológica e diz respeito à motivação.

RENATO - Com efeito, a doutora Purcell comentou: "quando se perde 1 quilo e meio por semana, tem-se vontade de dar continuidade ao regime, o mesmo não acontecendo quando se perde somente meio quilo de vez em quando”.

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