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FMI alerta para gravidade de insolvência dos EUA


Christine Lagarde

Christine Lagarde

A dívida soberana, incluindo a dos Estados Unidos, a Grécia, Portugal ou a Irlanda, constituiu um dos três maiores desafios da economia global

Aumento do limite da dívida

A nova directora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, alertou para as sérias consequências para a economia mundial no caso de os Estados Unidos se tornar insolvente na dívida soberana. O alerta feito por perante o Conselho de Relações Exteriores em Nova Iorque.

Christine Lagarde sublinhou que o objectivo crítico para os Estados Unidos reside no aumento do limite da dívida americana para impedir a insolvência.

Referindo não lhe competir comentar sobre as negociações politicas e as criticas mutuas em Washington Lagarde sublinhou que as implicações são graves.

“Uma insolvência, ou uma desvalorização da cotação dos Estados Unidos, seria um acontecimento muito, muito, muito sério, não apenas para os Estados Unidos, bem como para toda a economia mundial”.

Lagarde acrescentou que a dívida soberana, incluindo a dos Estados Unidos, a Grécia, Portugal ou a Irlanda, constituiu um dos três maiores desafios da economia global.

A segunda vertente constitui o índice de crescimento, que adiantou pode resolver a questão da dívida e evitar a terceira componente – a instabilidade.

“A instabilidade social pode ser resolvida como? …As expectativas devem ser confrontadas pela realidade, e isso significa postos de trabalho. Quando se olha para as taxas de desemprego, não apenas neste país, bem como em muitas outras economias avançadas, bem como nos mercados emergentes, trata-se de uma questão para toda a gente.

A responsável do FMI referiu que os jovens têm grandes expectativas de emprego, particularmente na Tunísia, no Egipto e a maioria dos países ao longo da vertente sul do Mediterrâneo.

Lagarde elogiou os dirigentes de Portugal e da Irlanda pela coragem política na adopção de medidas impopulares de austeridade para resolver as crises das dívidas.

“O que assistimos, tanto em Portugal como na Irlanda, foi uma decisão bi partidária, que foi como frequência precedida da vontade do partido no poder em poder não obter a re eleição. Se virmos a Irlanda, o partido que negociou o acordo, perdeu o sufrágio. Se olharmos para Portugal, foi isso que aconteceu.

Lagarde acrescentou que na semana passada os dirigentes da zona euro adoptaram um conjunto de medidas fiscais que incluiu um novo financiamento para Grécia.

A directora do FMI criticou os responsáveis gregos pela ausência de coragem política, e manifestou a esperança de que os dirigentes americanos vão encontrar a coragem para chegar a um acordo sobre o aumento do limite que permite ao governo americano continuar a pedir empréstimos para saldar as suas contas públicas.

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