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Joseph Kabila faz visita relâmpago a Luanda

  • Venâncio Rodrigues

O presidente congolês está actualmente confrontado com nova instabilidade militar na região do Kivu Norte.

Kabila faz visita relâmpago

O presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, regressou já ao seu país depois de uma visita relâmpago a Luanda onde analisou com o seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, a situação militar no seu país caracterizada por um novo conflito armado.

Kabila veio a Luanda no seguimento da deslocação que o seu embaixador itinerante, Antoine Ghonda, efectuou à capital angolana, há pouco menos de duas semanas, quando pediu apoio ao estadista angolano enquanto presidente de Angola e da SADC.

“Fui enviado pelo presidente, Joseph Kabila, para vir falar com o presidente, José Eduardo dos Santos, na sua qualidade de presidente de Angola, um país vizinho e irmão, e segundo como presidente da SADC, para poder mostrar que se a RDC, se encontra em dificuldades Angola, nunca hesitou estar ao lado da RDC”, disse na altura Antoine Ghonda.

O governo do presidente Joseph Kabila está actualmente confrontado com nova instabilidade militar na região do Kivu Norte, envolvendo o exército governamental e grupos rebeldes do antigo Congresso para a Defesa Nacional do Povo, apoiados pelo Ruanda.

Antoine Ghonda sublinhou que o governo de Kinshasa entende que “deve ser privilegiada a diplomacia para que a paz seja um facto na RDC e no espaço da SADC”, e apelou a uma “tomada de posição da comunidade internacional para a estabilidade na região pela via diplomática e não pela força das armas”.

Os combates entre forças governamentais e elementos da antiga rebelião do Congresso para a Defesa Nacional do Povo, que foram incorporados no exército em 2009, começaram em Maio e já provocaram a fuga de 200 mil pessoas para o Ruanda e para o Uganda.

A República Democrática do Congo denunciou nas Nações Unidas “uma conspiração no Ruanda que evolui perigosamente para a ruptura da paz” e pediu que Kigali (Ruanda) fosse advertida sobre a presença de mercenários ao lado de rebeldes congoleses.

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