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A 18ª Conferencia Internacional da SIDA

  • Paulo Oliveira

A 18ª Conferencia Internacional da SIDA

A 18ª Conferencia Internacional da SIDA

Encerrou esta sexta feira em Viena a décima oitava conferência internacional da SIDA, com o primeiro africano a assumir a presidência da Sociedade Internacional da SIDA.

O doutor Elly Katabira, do Uganda, indicou que vai pressionar os países ricos a cumprirem as promessas feitas para o financiamento do acesso universal para os cuidados das pessoas que vivem com o vírus HIV.

Katabira que tem trabalhado intensamente no domínio dos cuidados e do apoio aos indivíduos com o HIV indicou à Voz da América que a melhoria do acesso aos cuidados de saúde por parte dos doentes com HIV vai ser a sua prioridade durante os dois anos que vai estar à frente da Sociedade Internacional da SIDA.

“Vou continuar, como a Sociedade tem feito, a encorajar as pessoas – em particular os países dos Gê Oito e os Gê Vinte – a honrarem os compromissos feitos para que se verifique um aumento no domínio do acesso”.

Mais de 33 milhões de pessoas são seropositivas. Em Viena cerca de vinte mil cientistas, especialistas e pessoas que vivem com o vírus reuniram para proceder à revisão dos progressos feitos na luta global.

Na frente da prevenção, os cientistas sul-africanos Salim e Quaraisha Karim, que são casados, divulgaram um êxito promissor com os testes experimentais do primeiro gel vaginal para as mulheres.

“O que descobrimos com o estudo foi que as mulheres que usaram o gel tinham 39 por cento de protecção. As mulheres que utilizaram o gel mais de oitenta por cento das vezes em que tiveram sexo obtiveram uma protecção de 54 por cento”.

Na frente do tratamento, a UNISIDA apresentou a estratégia para aumentar o acesso à prevenção e tratamento do HIV. A iniciativa destina-se a evitar até 2025, um adicional de 10 milhões de mortes.

A conferência deste ano foi realizada em Viena para realçar o crescendo do índice do HIV na Europa de Leste e na Ásia Central, fomentado pelo uso de drogas intravenosas.

Os participantes foram instados a rubricar a Declaração de Viena, onde se sublinha que a criminalização dos utilizadores de drogas ilegais está a fomentar a epidemia e feitos apelos para uma política de re orientação.

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