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Violentas manifestações anti governo no Malaui

  • Paulo Oliveira

Presidente Bingu wa Mutharika

Presidente Bingu wa Mutharika

Pelo menos oito mortos em dois dias.

Pelo menos oito pessoas foram mortas, no decurso de dois dias, de violentas manifestações anti governamentais de protesto no Malawi.

O presidente Mutharika indicou estar disposto a falar com grupos da sociedade civil e a oposição sobre os assuntos que estão em contestação.

Num discurso transmitido pela rádio nacional Mutharika condenou os protestos mas apelou à calma e referiu ter chegado o momento em participar num diálogo com os seus opositores e encontrar soluções.

O presidente reagiu aos protestos nacionais que assumiram actos de violência em algumas áreas.

Os protestos começaram na quarta-feira sob a forma de manifestações organizadas, tendo prosseguido esta quinta feira de forma esporádica, tendo com frequência acabado em actos de pilhagem e de destruição.

A intervenção presidencial não conseguiu convencer muitos habitantes do Malawi que manifestaram a sua frustração nas redes sociais da Internet.

Kalako, um habitante da capital que usou apenas um nome, afirmou que o presidente Mutharika não se referiu a questões importantes como a situação da economia.

Observadores independentes e activistas referem que os actos de violência que se registaram, como os ocorridos na capital, foram em resposta à forma agressiva e violenta como a policia respondeu.

O responsável da Comissão Consultiva dos Direitos Humanos, um dos organizadores da manifestação de quarta-feira, sublinhou a forma agressiva como a polícia actuou contra os manifestantes.

Segundo ele, o governo de Mutharika tem aprovado leis que reduzem os direitos democráticos, que amordaçam a dissensão e a liberdade de expressão, tendo resultado em reprovação.

Segundo a mesma individualidade a seis anos de crescimento económico, seguiu-se a recessão, levando à escassez de combustível e de divisas estrangeiras que levaram à frustração dos habitantes.

Os países doadores reduziram igualmente os fundos face a decisões do governo e no caso da Inglaterra verificou-se um diferendo diplomático.

Esta situação teve forte reflexo na capacidade do governo em fornecer os serviços sociais essenciais, uma vez que 40 por cento do orçamento é financiado pelos países doadores.

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