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Angela Merkel quer vender navios de guerra a Angola

  • Alexandre Neto

Chanceler alemã, Angela Merkel, passa em revista a guarda de honra angolana acompanhada pelo Presidente José Eduardo dos Santos

Chanceler alemã, Angela Merkel, passa em revista a guarda de honra angolana acompanhada pelo Presidente José Eduardo dos Santos

As próximas eleições gerais em Angola, serão um grande teste do progresso democrático alcançado no país, disse a chanceler alemã Angela Merkel à saída do encontro que manteve com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, naquele que é visto como o momento mais alto da sua visita de pouco mais de 12 horas a Luanda.

As próximas eleições gerais em Angola, serão um grande teste do progresso democrático alcançado no país, disse a chanceler alemã Angela Merkel à saída do encontro que manteve com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, naquele que é visto como o momento mais alto da sua visita de pouco mais de 12 horas a Luanda.

Um acordo de parceria estratégica entre os dois países marca o ponto principal das conversações mantidas. É uma espécie de “agenda aberta” que podem ser tratados de agora em diante, nos seus mais variados aspectos, desde a educação às tecnologias.

Apenas três países tinham alcançado este género de acordo segundo Jorge Chicoty, ministro das Relações Exteriores, citado pela media oficial, nomeadamente, Estados Unidos, Portugal e China.

Merkel falou da reconstrução em curso no país. Da política, citou a Constituição, como exemplo de progresso. Mesmo assim, sublinhou a necessidade “de se dar passos concretos”, nas suas próprias palavras.

A chanceler alemã respondia a uma das duas perguntas permitidas pela organização aos jornalistas presentes no Jardim da Cidade Alta.

Merkel defendeu a descentralização da Administração e a implementação do Estado de Direito como chaves que serviram a Alemanha para o sucesso no pós-guerra mundial.

Sobre os contrastes que conhece Angola, ou seja, a de país rico em recursos naturais como petróleo e diamante e os seus altos níveis de pobreza, questão colocada por uma jornalista alemã, o chefe do executivo angolano disse, citamos, “só pode chegar a esta conclusão quem não conheceu Angola antes da independência e o percurso até agora”.

À data da independência, o Presidente da República destacou o analfabetismo com os seus 98% de taxa e a falta de quadros em número suficiente, como causas da actual situação. Angola não tinha mais de 40 quadros superiores, enfatizou.

Sobre uma possível compra de meios militares da Alemanha, Eduardo dos Santos disse que a primazia era dada aos parceiros tradicionais, mas deixou a entender que não estava fechado aqueles.

O chefe do executivo angolano confirmou a compra de turbinas eléctricas à Alemanha, para instalar em três barragens actualmente em construção.

Por seu lado, Angela Merkel destacou os esforços do país junto de organismos internacionais, na promoção da paz como sendo das razões para a possível efectivação do negócio de venda de navios a Angola, cujo valor não revelou.

A responsável alemã começou o dia de trabalho com um pequeno-almoço partilhado com os empresários que integram a delegação oficial e manifestou inquietações relativamente às dificuldades de entrada no país, durante um discurso que proferiu na abertura do encontro económico entre homens de negócios, políticos e decisores angolanos.

A meio da tarde, Merkel reuniu-se com responsáveis das organizações da sociedade civil, antes do encontro que ia manter com Isaías Samakuva, presidente da UNITA, a segunda força no parlamento.

Dos frutos desta visita histórica, o tempo se encarregará de produzir.

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