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Nigéria: Extremistas muçulmanos causam nervosismo em Lagos

  • Eduardo Ferro

Nigéria: Extremistas muçulmanos causam nervosismo em Lagos

Todos os autocarros que entram na cidade estão a ser revistados em busca de engenhos explosivos.

Na Nigéria, a possibilidade de ataques dos militantes islâmicos está a causar nervosismo em Lagos, a capital comercial do país, e todos os autocarros que entram na cidade estão a ser revistados em busca de engenhos explosivos.

Prosseguem entretanto os atentados no norte da Nigéria.

Ataques bombistas na cidade de Maiduguri no norte do país fecharam a universidade local por tempo indeterminado e levaram ao êxodo de civis.
Muitos deles são condutores de táxis-motocicletas que ficaram no desemprego depois dos militantes islâmicos terem confiscado os seus veículos para desencadearem atentados bombistas.

A seita islâmica Boko Haram não reconhece nem a constituição nem o governo federal da Nigéria e está a lutar pela criação de um estado independente do norte dependente da lei islâmica.
Aquele grupo atacou o quartel-general da polícia em Abuja assim como uma igreja perto da capital nigeriana.

A cidade encontra-se agora debaixo de um recolher obrigatório limitado nos termos do qual todos os bares e cinemas devem encerrar as suas portas às dez da noite.

A apreensão em relação a novos ataques do Boko Haram está entretanto a alastrar para o sul mais precisamente para a cidade de Lagos, na sequência de mensagens electrónicas advertindo os habitantes de que não devem utilizar os transportes públicos governamentais porque os mesmos são alvo de ataques terroristas.

Um responsável dos transportes públicos afirmou entretanto que a empresa de autocarros está ciente da ameaça apelando aos passageiros para que se mantenham vigilantes e cooperem com os agentes que passam a pente fino todas as bagagens.

Numa ronda pelas principais paragens de autocarro de Lagos o repórter da VOA Scott Stearns auscultou as apreensões do público tal como a de uma passageira obrigada a apanhar os transportes públicos devido às fortes chuvadas que se tem feito sentir na região: “não tenho outra escolha, disse uma utente. Devido à chuva não tenho outro meio de transporte”, disse ela.

Outros passageiros não esconderam o seu nervosismo concluindo contudo que continuariam a usar o autocarro por falta de alternativas viáveis.

O presidente nigeriano Gooluck Jonathan propôs entretanto o inicio de conversações com o Boko Haram, mas, até agora o grupo militante islâmico recusou-se a sentar-se à mesa de negociações dizendo que não podia sentar-se frente-a-frente com as forças empenhadas em destrui-lo.

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