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Comércio legal de armas ligeiras prejudicial para estados frágeis

  • Paulo Faria

Comércio legal de armas ligeiras prejudicial para estados frágeis

Comércio legal de armas ligeiras prejudicial para estados frágeis

Um estudo sublinha o impacto negativo que as armas leves e ligeiras tiveram em alguns países frágeis nomeadamente na Costa do Marfim e no Haiti.

O estudo diz que em 2008, os Estados Unidos, Itália e Alemanha encabeçavam a lista dos 14 grandes exportadores de armas leves e ligeiras. Aqueles países tiveram exportações anuais de pelo menos 100 milhões de dólares. No mesmo ano, os principais importadores de armas leves e ligeiras incluíam os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Austrália, França e Paquistão.

O estudo indica também que a indústria de seguranças privados expandiu-se através do mundo e que presentemente ultrapassam enormemente o número de agentes de polícia. Contudo, nota que as forças de segurança privadas continuam em inferioridade quanto a armamento. Dados de 70 países revelam que firmas de segurança privada detêm quatro milhões de armas de fogo comparadas com cerca de 26 milhões por corporações policiais e 200 milhões por forças armadas.

Um estudo sublinha o impacto negativo que as armas leves e ligeiras tiveram em alguns países frágeis nomeadamente na Costa do Marfim e no Haiti. Durante esse período o país esteve dividido em duas zonas autónomas – o Norte gerido por rebeldes leais ao agora presidente Allasane Ouattara e o Sul que foi dirigido pelo antigo presidente Laurent Gbagbo.

Um embargo de armas foi imposto em 2003 e 2004. Apesar disso, informa o estudo, países incluindo a Rússia e a Bulgária continuaram a transferir armas aumentando a instabilidade do país.

Um outro caso analisado é a situação de segurança no Haiti antes e depois do devastador terramoto do ano passado. O autor do relatório, Robert Muggah, disse ter-se registado uma falta de confiança total na capacidade da Polícia de garantir a segurança. Por isso, depois do tremor de terra os Estados Unidos e a União Europeia fizeram grande pressão para aumentar a segurança no país.

Muggah disse que o relatório mostra que a percentagem de homicídios no Haiti tem vindo a baixar desde 2007, mas que infelizmente existe um aumento notável na incidência de violência sexual, particularmente em campos para pessoas deslocadas.

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