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Sudão do Sul prepara-se para se tornar independente

  • Paulo Faria

Assinatura de acordo sobre Abyei entre o Norte e o Sul sudaneses

Assinatura de acordo sobre Abyei entre o Norte e o Sul sudaneses

O Sudão do Sul vai tornar-se no país mais novo do mundo no próximo dia 9 de Julho, após mais de 20 anos de conflito com o Norte. Mas a mudança de uma vida de guerra civil para um estado pacífico é uma tarefa intimidante e excitante.

O Sudão do Sul vai tornar-se no país mais novo do mundo no próximo dia 9 de Julho, após mais de 20 anos de conflito com o Norte. Mas a mudança de uma vida de guerra civil para um estado pacífico é uma tarefa intimidante e excitante.

O novo país vai começar praticamente do zero para criar programas, políticas e instalações em segurança, educação, saúde, agricultura e outras áreas. Os desafios para o há muito sofredor povo do Sudão do Sul são muitos, mas o nível de optimismo é elevado.

William Deng Deng, presidente da Comissão para o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do Sudão do Sul, disse que, e passamos a citar, “saímos do mato sem recursos humanos para construir um novo país e, portanto, começamos do zero. Trata-se de um serio desafio porque temos de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Primeiro que tudo, criar o aparelho de Estado: a segurança, a polícia, as forças armadas, a administração e os contactos diplomáticos com o mundo”, fim de citação.

Deng Deng está encarregue de reintegrar na sociedade 150 mil combatentes do antigo grupo rebelde Exercito de Libertação Popular do Sudão (SPLA). Com os ex-combatentes pouco ou nada instruídos e poucos postos de trabalhar para distribuir, Deng Deng disse que a sua tarefa é intimidante.

Joe Feeney, chefe do escritório do PNUD no Sudão do Sul disse por sua vez que a coisa mais urgente a fazer e criar o primado da lei e cuidados médicos para as mulheres e crianças, já que a região tem um dos mais altos níveis de mortalidade materna e infantil do mundo.

A segurança alimentar é uma das grandes tarefas que o Sudão do Sul terá de enfrentar. Com pouco mais de 4.000 quilómetros de estradas, muito poucos produtos agrícolas chegam aos grandes centros, o que significa que vão ocorrer falta de bens básicos alimentares.

Mas apesar dos desafios existe uma sensação de optimismo e esperança entre muitos no Sudão do Sul. William Deng Deng disse a propósito que os sul-sudaneses são muito resilientes e necessitam de ajuda. Com o apoio da comunidade internacional, as dificuldades podem ser ultrapassadas. Não existe nenhum país sem desafios. Mas eles não são inultrapassáveis.

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