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Corte da notação da dívida portuguesa criticado pela União Europeia

  • Paulo Oliveira

Corte da notação da dívida portuguesa criticado pela União Europeia

Corte da notação da dívida portuguesa criticado pela União Europeia

ONU pede o fim das agências de notação

A agência de notação Moody reduziu para lixo a divida de Portugal, aumentando a pressão sobre os governos da zona euro.

O presidente da Comissão Europeia Durão Barroso lamentou a decisão da Moody’s de cortar a cotação de Portugal por não existirem factos novos que o justifiquem e incentivou Lisboa a prosseguir as reformas negociadas com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.

Durão Barroso revelou que a Comissão Europeia ficou bastante desiludida com a decisão da Moody’s.

O presidente da Comissão Europeia recordou que as reformas que estão a ser feitas foram acordadas com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional com o apoio unânime dos países da zona euro.

A agência de notação financeira Moody’s cortou em quatro níveis o rating de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de lixo.

A Moody’s argumenta que existe o risco crescente de Portugal precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar aos mercados no segundo semestre de 2013.

Referiu existir a possibilidade crescente de a participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição para um segundo resgate, à semelhança do que está a ser estudado no âmbito de um segundo pacote de ajuda à Grécia.

Um terceiro argumento utilizado pela Moody’s prende-se com o agravamento dos receios de que Portugal não seja capaz de cumprir a totalidade das metas de redução do défice e da dívida acordadas com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, no âmbito do empréstimo concedido.

O director da Agência das Nações Unidas para o Comércio Mundial e o Desenvolvimento, Heiner Flassbeck, exigiu a extinção das agências de rating, em declarações a uma televisão alemã.

Na opinião do ex-secretário de Estado das Finanças alemão, as agências de rating pelo menos deviam limitar-se a avaliar empresas, e não deviam poder avaliar Estados, que são uma matéria muito complexa, em que elas ignoram frequentemente muitos aspectos positivos.

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