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No Malaui aumentam os roubos à mão armada

  • Lameck Masina

A política de disparar para matar, era inconstitucional

O deteriorar da situação

Os habitantes do Maláui tem presenciado um aumento dos roubos à mão armada desde que a administração da presidente Joyce Banda aboliu a política de disparar para matar seguida pela polícia.

A presidente Banda e os grupos dos direitos humanos sustentam que a política violava os direitos dos suspeitos e o princípio legal de inocência até prova de culpa formada.

O ministro dos Assuntos Internos e da Segurança Uladi Mussa considera que a política de disparar para matar, era inconstitucional.

Desde a mudança da política Blantyre bem como outras áreas do país conheceram uma série de roubos à mão armada.

Criminosos desconhecidos roubaram, na passada segunda-feira, milhões de dólares em dinheiro de um banco. A este seguiu-se um outro incidente em que os ladrões atacaram um empresário indiano.

Mussa reconhece o deteriorar da situação, mas assegura que o governo não vai permitir a prevalência da lei.

“Vamos ter de fazer aplicar a lei que temos no país. As pessoas não devem estar atemorizadas. Informem a polícia para que possamos esmagar os crimes cometidos por esses indivíduos”.

Alguns agentes da polícia sentem-se desmoralizados pela mudança da política e receiam pela sua segurança quando respondem aos crimes.

Um cientista político da Universidade Católica do Maláui aplaudiu o termo da política de disparar para matar, mas sustenta ter de existir um equilíbrio entre a segurança e os direitos humanos.

A política de disparar para matar foi aplicada o ano passado ao abrigo de uma directiva do então presidente Mutharika durante as manifestações anti governamentais de 20 de Julho.

A polícia disparou e matou pelo menos 18 pessoas – desencadeando a condenação internacional e mesmo cortes na assistência estrangeiro.

Desde que tomou posse em Abril passado, a presidente Banda tem actuado no sentido de recuperar a assistência externa.

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