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Rebeldes líbios clamam por ajuda real do Ocidente

  • Paulo Faria

Bandeira dos rebeldes libios

Bandeira dos rebeldes libios

Os rebeldes líbios estão fortemente dependentes de ajuda internacional na sua tentativa para derrubar Moammar Gadhafi.

Os rebeldes líbios estão fortemente dependentes de ajuda internacional na sua tentativa para derrubar Moammar Gadhafi. Alguns países, como a França e a Grã-Bretanha, intervieram cedo no apoio à oposição líbia, a Turquia apenas o declarou enquanto outros continuam indecisos. Os rebeldes disseram que se irão lembrar de quem os apoiou e quando.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá, John Baird, foi o último de uma série de políticos estrangeiros a deslocar-se a Benghazi, a capital de facto dos rebeldes líbios e usou a sua visita para sublinhar a solidariedade de Otava com a causa anti-Gadhafi.

Jalal elGalal, porta-voz do Conselho de Transição Nacional da Líbia, congratulou-se com o apoio do Canadá, do qual é originário o general Charles Bouchard, comandante da força das Nações Unidas apoiada pela NATO que protege os civis na Líbia.

ElGalal agradeceu também às dezenas de países que reconheceram diplomaticamente o Conselho de Transição. Mas, na sua óptica, o agradecimento tem os seus limites:

“Simbolicamente, está tudo bem. Mas o que precisamos agora é de traduzir esse apoio em algo prático. Gadhafi joga com o tempo. E esse tempo destina-se a garantir o aumento do descontentamento nas áreas libertadas. E isso acontecerá se a escassez de finanças se prolongar mais do que já existe actualmente.”

Desde o dinheiro necessário para pagar salários ao treino necessário para garantir uma transição pacífica, elementos rebeldes afirmam ser necessário mais.

O ministro do Interior, Ahmed al Darrat, disse que muitos enviados, em particular dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, prometeram treino e equipamento para a força policial que super visa. Infelizmente, acrescentou, nada aconteceu ainda. Está com esperança de que a França venha a ajudar em breve.

Os motivos para o apoio são muitos. Depois de um início lento em mostrar solidariedade nos primeiros dias do “Despertar Árabe” muitos no Ocidente sentiram que queriam estar no lugar onde consideravam como o lugar certo da História. E se Gadhafi deixar a cena política não querem ver repetido o caos da pós-invasão americana do Iraque, que foi largamente responsabilizada à falta de planeamento. A perspectiva de um país estável, amistoso e produtor de petróleo no Norte de África tem também os seus atractivos.

Mas nem todos os países estão prontos para abandonar o apoio ao líder líbio de longa data, pelo menos por agora. A Rússia e a China têm as suas próprias razões, argumentam contra a intervenção estrangeira nos assuntos de outros países. Mas a China tem também recebido membros do governo líbio e do movimento rebelde.

Moscovo e Pequim juntaram-se à Liga Árabe noutras reservas, em particular sobre o que vêm como uma missão ao arrepio: A NATO movendo-se da protecção de civis para uma aparente mudança de regime.

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