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MPLA "continua a partidarizar função pública" - UNITA

  • António Capalandanda

MPLA "continua a partidarizar função pública" - UNITA

MPLA "continua a partidarizar função pública" - UNITA

Governador do Bié acusado de forçar funcionários públicos a participarem comício.

A UNITA afirma que o MPLA não está a respeitar os compromissos assumidos após os acordos de paz de Luena, em relação a “despartidarização da função pública.”

Vitorino Nhany secretário provincial da UNITA em Benguela, disse a Voz da América que o partido no poder se comprometera em transferir as suas células partidárias dos locais de trabalho para os lugares de residência.

O dirigente partidário diz estar em posse de um documento que demonstra como o MPLA mantém as coordenações de grupo de partido na função pública, sublinhando que a prática limita a liberdade de consciência dos funcionários públicos e viola a Constituição angolana que consagra o Estado de Direito e Democrático.

“ Isso vai fazer com que o próprio cidadão não se sinta complementarmente livre, tem de ser coagido,” disse o político para quem “ isso é um crime e tem de ser condenado.”

Para Nhany essa é uma lógica que se verifica em quase todo território nacional principalmente nas províncias onde governador é também primeiro secretario do MPLA, tendo citado como exemplo a província do Bie.

Naquela província segundo a fonte, o governador Boavida Neto está a obrigar todos os funcionários públicos a participarem num comício que será realizado em Agosto para contrapor a moldura humana que teve durante um acto de massas orientado, recentemente, pelo presidente da UNITA Isaías Samakuva

“ O facto de eles serem da função publica não significa serem militantes do MPLA,” afirmou o politico acrescentando que, “não respeita as opção de cada um, pelo não é tão fácil fazer politica num regime que se configura como Partido e Estado”

Por sua vez, Verissimo Sapaloo segundo secretário provincial do MPLA, em Benguela, disse que transferência das estruturas do partido dos locais de serviço para as residências já foi feita por decisão da sua organização política.

Sapalo desdramatizou as acusações proferidas pela oposição, alegando que segunda a força política angolana pretende criar factos políticos.

“ A transferência das células do partido que havia nos locais de trabalho para os locais de residência surgiu como uma necessidade do próprio partido, porque a dada altura pensamos que é no local de residência onde podia ser o centro da política” refutou o dirigente partidário.













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