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UNITA ainda sem congresso

  • Alexandre Neto

UNITA ainda sem congresso

UNITA ainda sem congresso

Mandato de Samakuva termina este mês

O líder da UNITA convocou hoje os profissionais da imprensa para falar da situação do país, depois de 11 dias de percurso pelo interior - Lundas, Malanje e Bié.

A questão do Congresso não tinha sido o único assunto por si escolhido.

Pouco depois de ter aberto a conversa com os profissionais, o presidente da UNITA avançaria três pontos na curta introdução que fez. Três outros temas foram sugeridos, como por exemplo o debate sobre a futura lei eleitoral que está para ser aprovada proximamente.

A respeito do assunto, Isaías Samakuva é de opinião que à semelhança do que foi feito com os ante-projectos de lei da Comunicação Social, a lei eleitoral devia ser submetida à discussão pública.

Lembro e por ordem de entradas que PRS, UNITA e mais recentemente o MPLA partido no poder, apresentaram propostas de lei à Assembleia Nacional.

Foi nos seguintes termos que Samakuva classificou a proposta do MPLA, citamos “fracturante, fracturante”.

Sobre o Congresso, o mandato do chefe da UNITA termina neste mês, mas nada indica que esta vital reunião magna vá ter lugar.

Faltam condições diz-se por um lado. Diz-se também que a decisão será tomada pela Comissão Política, órgão deliberativo entre Congressos, cuja reunião terá lugar no próximo mês de Setembro.

Perguntei a Isaías Samakuva, que passos tinha dado no sentido de criar as condições... “Ando pelas províncias a explicar a importância do Congresso” adiantou.

Samakuva disse ainda que o partido que dirige é defensor do princípio republicano, numa alusão à necessidade da limitação dos mandatos!

Quando perguntado porquê razão não se tinha demitido depois do descalabro eleitoral de 2008 o dirigente respondeu que até pôs o seu lugar à disposição, mas acabou surpreendido pelo voto de confiança que recebeu na altura, estando á vontade por isso mesmo.

O presidente justificou a sua permanência no cadeirão maior da UNITA comparando-se à situação do chanceler alemão Helmut Khol e a Margareth Thactcher. Mas esqueceu-se ambos se tinham mantido a frente dos destinos dos respectivos partidos, enquanto vencedores. Depois disso, mais tarde ou mais cedo tiveram mesmo que saltar.

E não compreendia porque razão de dentro e de fora do partido se pretendia pressioná-lo.

Reginaldo Silva por nós entrevistado esta tarde considerou que o retardamento de um Congresso por um ano não é factor relevante de crise.

Sobre as movimentações internas que se assistem presentemente, no sentido do cumprimento do Estatuto, o analista sublinhou que tudo dependerá da significância dos grupos.

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