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Moçambique: Equipa portuguesa recupera restos mortais de militares

  • Eduardo Ferro

Avenida principal de Nampula

Avenida principal de Nampula

“A ideia é dignificar os ex-militares para não estarem condenados ao desaparecimento”, disse à VOA o general Fernando Aguda.

Equipa recupera restos mortais de militares

Uma equipa da Liga dos Combatentes de Portugal, LCP, deslocou-se durante duas semanas a Moçambique para identificar sepulturas de soldados portugueses que se encontram em sítios isolados do país.

Em declarações à VOA o vice-presidente daquela organização, general Fernando Aguda, afirmou que o objectivo da deslocação foi o de levar os seus restos mortais de um modo condigno para Nampula para “conservar a memória” daqueles soldados mortos em combate durante os dez anos da guerra colonial.

“A ideia é dignificar os ex-militares para não estarem condenados ao desaparecimento”, disse à VOA o general Aguda.

A equipa da LCP visitou alguns distritos da província do Niassa, no norte do país, onde foram desenterrados os restos mortais de soldados enterrados fora de cemitérios convencionais.

O governo português aprovou a construção de um ossário em Nampula onde posteriormente serão depositados os restos mortais.

De acordo com o general Aguda, estima-se que nas zonas centro e norte de Moçambique mais de 30 militares de um total de 1.414 que morreram durante os 10 anos de guerra colonial, tenham sido enterrados fora dos cemitérios convencionais.

Aquele general português relembrou que a sua organização já levou a cabo uma tarefa semelhante na Guiné-Bissau contando no futuro deslocar-se a Angola.

Referiu ainda à VOA a excelente cooperação das autoridades guineenses e moçambicanas nestas operações de recuperação de restos mortais de soldados portugueses.

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