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Governador de Cabinda exonerado pelo presidente em férias

  • Venâncio Rodrigues

Durante o governo de Mawete João Batista as forças indepentistas da FLEC sofreram grandes revés com eliminações físicas de vários dos seus dirigentes militares

Durante o governo de Mawete João Batista as forças indepentistas da FLEC sofreram grandes revés com eliminações físicas de vários dos seus dirigentes militares

Mawete João Batista é acusado de estar a pôr em causa o legado do MPLA na província independentista, em véspera de eleições

Exonerado o governador de Cabinda

O Presidente José Eduardo dos Santos, exonerou ontem, Mawete João Baptista do cargo de governador da província de Cabinda.

O Decreto presidencial distribuído à imprensa não aponta as razões da demissão, mas os observadores políticos consideram que ela vem responder a motivações de ordem eleitoralista.

A vice-governadora provincial, Aldina Matilde de Barros da Lomba passa a assumir o cargo interinamente, segundo ainda o decreto presidencial.

O governador de Cabinda era acusado nos bastidores políticos do MPLA de estar a pôr em perigo os resultados eleitorais desse partido no escrutínio de 31 de Agosto.

Pensa-se que o presidente José Eduardo dos Santos, em gozo de férias na Espanha, afastou Mawete João Baptista, na sequência da pressão da população local e dos militantes do MPLA.

No passado fim de semana o vice-presidente do partido que sustenta o governo, Roberto de Almeida, esteve pessoalmente, em Cabinda para subscrever mesmo o sentido de alma da população do enclave.

A esta província esteve na mesma altura o secretário geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, e outros membros do secretariado do seu Bureau Político no quadro de uma ofensiva visando recuperar o eleitorado local do MPLA, preocupado com a possibilidade de maus resultados no próximo escrutínio, por causa da má governação de Mawete João Baptista.

No decorrer das assembleias realizadas nos quatro municípios de Cabinda foi pedida, pelos participantes, a destituição de, Mawete João Baptista, antes das eleições de 31 de Agosto.

Ele era Mawete é acusado de ter levado à província à um estado de completa estagnação em todos os domínios.

Houve mesmo quem sugerisse o regresso do anterior governador Aníbal Rocha.

A vice-governadora, Matilde Dalomba, foi indicada pelo Presidente da República para assumir os destinos de Cabinda.

A Voz da América sabe que o antigo diplomata angolano não foi capaz de mobilizar os militantes para voto, o que podia acarretar prejuízos eleitorais, para o MPLA.

São ainda imputadas a Mawete João Baptista várias irregularidades de gestão governamental, desde que foi nomeado a 17 de Novembro de 2009, ao além de um alegado mau relacionamento com os seus governados e com a população em geral.

A população chegou mesmo a admitir que se ele continuasse no poder “ poderia não haverá um único voto para o MPLA.”

Aparentemente já alertado da situação, o MPLA já tinha retirado a candidatura de Mawete João, como cabeça de lista da província de Cabinda, tendo em seu lugar indicado a actual vice-governadora Matilde Dalomba

Durante os quatro dias que a delegação do MPLA esteve em Cabinda, terá sido lançado um amplo processo de esclarecimento visando a mobilização dos militantes e da população para a necessidade do voto massivo no MPLA por forma a garantir a continuidade do actual processo de reconstrução.

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