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Levantamento Do Estatuto De Refugiado É Encarado Com Reservas Pelos Visados

  • Alexandre Neto

Levantamento Do Estatuto De Refugiado É Encarado Com Reservas Pelos Visados

Levantamento Do Estatuto De Refugiado É Encarado Com Reservas Pelos Visados

um dos campos hoje agora transformado num bairro de construção definitiva

O plano de levantamento do Estatuto de refugiado é encarado com reservas pelos cidadãos visados.

No GIKA II no município da Viana, 20 quilómetros sudeste de Luanda localiza-se um dos campos hoje agora transformado num bairro de construção definitiva.

Ali se concentram ruandeses e congoleses da RDC. Visitamo-los.

O passado recente de violência e a condição de vida a que se encontram sujeitos faz de muitos deles desconfiados, de modo que nem sempre a presença de um jornalista na área é bem vista principalmente por parte dos ruandeses.

Mais simpáticos parecem os congoleses.

Os pais vieram a Angola nos anos “60” aspecto que fazem questão de sublinhar para destacar não só a sua antiguidade como também a missão libertadora que trouxe os pais de quem se engalanam para os direitos extensivos que agora exigem.

Desde logo o desafio dos documentos. Cessar o Estatuto de Refugiado tem implicações múltiplas.

A realidade burocrática das instituições africanas é um obstáculo para que possa ser assegurada a transição sem demoras que os levaria a uma outra condição jurídica.

Sem papel com foto não há como movimentar-se livremente pelo território ou até na aquisição dos vários serviços. Por exemplo o bancário.

É com a polícia de quem o tratamento é considerado difícil, segundo o coordenador da Comunidade dos Refugiados congolesa.

O HCR registou 2300 refugiados Angolanos regressados voluntariamente da Zâmbia no ano passado. Houve dados que apontavam no mesmo sentido da Namíbia.

Do que se pode constatar os refugiados por nós visitados têm pouca informação sobre o seu futuro. Para muitos deles, o levantamento do Estatuto é uma ameaça a permanência em Angola onde têm fundadas raízes...

Recebendo notícias pela televisão ou através da internet os ruandeses procuram informar-se sobre o seu país do qual dizem gostar, mas não querem ouvir falar do regresso.

Para dar tratamento a problemática dos refugiados, há 2 anos o presidente da República constituiu uma comissão de trabalho, isto para além da existente COREDA organismo inter-ministerial que funciona junto do ministério da Reinserção Social.

Bohadan Nahajlo representante do HCR em Angola.

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