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Lagarde: Nova líder do FMI considerada elegante e forte


Em frente! Christine Lagarde aponta o caminho que quer seguir.

Em frente! Christine Lagarde aponta o caminho que quer seguir.

Sem ser formada em economia Lagarde ganhou respeito generalizado como ministra das finanças da França

A nova directora do Fundo Monetário Internacional Christine Lagarde está a ser elogiada como uma mulher fime capaz de dar à organização um novo rumo mais em sintonia com as novas realidades económicas mundiais.

Lagarde vai ser a primeira mulher a ocupar o cargo de directora do Fundo Monetário Internacional.

A organização decidiu-se Terça-feira por Lagarde considerada nos meios financeiros como uma mulher competitiva, dura e muito respeitada.

De 55 anos de idade Christine Lagarde tem sido uma presença elegante e forte na cena política francesa e europeia. Lagarde ganhou respeito generalizado como ministra das finanças da França e tem jogado um papel de liderança na batalha para se resolver a crise financeira na zona do Euro.

A escolha de Lagarde para chefiar o FMI era uma decisão já aguardada pois ela tinha garantido o apoio das potencias dentro da organização nomeadamente os estados Unidos, a Rússia, China e os e países europeus.

A analista Dominique Moisi, do Instituto Francês de Relações Internacionais concorda que Lagarde tem os requisitos necessários para a posição.

“Ela é forte, convincente, uma mulher que inspira confiança que tem uma imagem internacional extremamente boa, falando um inglês perfeito,” disse Moisi.

Alguns analistas afirmam que um dos grandes pontos favoráveis a Lagarde é o facto de ela ser uma mulher numa instituição dominada por homens.

Ela sucede a Dominque Strauss Khan que se demitiu após ter sido preso sob acusação de ter atacado sexualmente uma empregada de hotel.

Ao contrário de Straus Khan contudo Lagarde não é formada em economia. Mas outro analista do mesmo instituto francês, Phillipe Moreau Defarges disse que ela será capaz de lidar com uma das grandes dores de cabeça do FMI nomeadamente o descalabro financeiro na Grécia que ameaça outros países da zona do euro.

“Ela tem a capacidade de lidar com o caso por uma razão muito simples: tem à sua volta muitas pessoas capazes e há muitas pessoas prontas e desejosas de ajuda-la,” disse.
Tradicionalmente o cargo de director do FMI tem sido dado a um europeu.

As economias emergentes têm estado a pressionar para se acabar com isso mas não conseguiram unir-se em redor de uma única candidatura para fazer face á escolha de Lagarde facilitando assim a sua eleição

Os Desafios do FMI

O FMI foi fundado há 67 anos atrás durante a segunda guerra mundial para se monitorizar o sistema monetário internacional depois da guerra.

O objectivo era evitar se o caos que se tinha seguido á primeira guerra mundial e décadas mais tarde o FMI tornou se numa instituição essencial para resolver crises internacional.

O FMI jogou um papel importante em resolver por exemplo a crise financeira a no México em 1994 e 1995, a crise asiática de 1997 e 98 e agora a crise financeira mundial iniciada nos Estados Unidos em 2008.

Neste ultimo caso o FMI elaborou uma programa de reformas estruturais para a Grécia, Irlanda e Portugal essencial para dar esperanças aos mercados financeiros.

Mas muitos afirmam que o FMI não tem ajudado África afirmando que o FMI tem pressionado programas de privatização e venda de recursos.

Os países em desenvolvimento e algumas das crescentes economias da Ásia a queixam-se de falta de influência dentro do FMI.

Owen Barder do centro para o desenvolvimento global afirma que esses países deveriam ter uma voz maior.

“No mundo de hoje aconteceram duas coisas, “ diss ele.

“ Uma é que temos nações emergentes que são mais ricas e mais poderosas do que eram após a Segunda Guerra Mundial mas a outra questão é que temos uma economia global muito mais integrada.

Portanto as decisões que o FMI toma e a sua capacidade de controlar estabilidade financeira são importantes não só para a Europa ocidental e para a América do norte mas também para as nações em desenvolvimento,” acrescentou.

Yukon Huang antigo funcionário do Banco Mundial diz que há um desafio ainda maior do que isso.

“Anteriormente o FMI tinha que lidar com crises nos mercados emergentes. Agora a grande ironia é que o seu futuro está ligado aos países avançados e aos países em desenvolvimento cujos futuros estão profundamente afectados pelos problemas do mundo desenvolvido, “ disse.

Huang disse ainda que uma dos grandes problemas do FMI vai ser o de recursos pois, interrogou ele, “como é que o FMI pode ajudar financiar quantias muitas vezes superiores aqueles que a instituição tem?”.

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