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Rafael Marques: "Há reacção negativa no MPLA contra o seu presidente"


Rafael Marques

Rafael Marques

Falta de democracia interna causa problemas, diz activista

Reacção negativa do MPLA

O activista angolano Rafael Marques considerou "uma falta de respeito" o facto de o presidente angolano não se ter dirigido aos seus apoiantes, na festa em sua homenagem, no passado fim-de-semana, em Luanda.

Marques disse que, na festa, a cantora Yola Araújo foi mais aplaudida do que José Eduardo dos Santos, fazendo com que o presidente "se sentisse humilhado e por isso não falou". Para o activista, Eduardo dos Santos devia tê-lo feito "por respeito aos que o foram apoiar", incluindo "os funcionários públicos obrigados onrigados sib pena de serem sanckona

O activista disse, ainda, que o MPLA não mobilizou as 500 mil pessoas anunciadas para a festa devido a "uma reacção negativa dentro do MPLA contra o seu presidente por ele estar a governar para o enriquecimento próprio e da sua família". As dificuldades de mobilização, disse, "têm a ver com a exaustão com modo de governar do presidente".

Notou que o secretário provincial de Luanda do MPLA, Bento Bento, "teve que gritar várias vezes para as pessoas baterem palmas ao presidente". Marques é também de opinião que "as pessoas já não vão aos comícios por razões ideológicas; o MPLA habitou as pessoas a ir ao comicio para ouvir música, comer churrasco e beber cerveja".

Adianta que "a máquina do MPLA em estado a falhar a mobilização" também porque "não criou espaço de democratização interna" de que é exemplo "a forma como impôs Manuel Vicente e relegou o vice-presidente (Fernando Piedade "Nandó") para numero 14 da lista de candidatos a deputados. Isto mostra como presiddnte usa as pessoas e depois as remete aos esquecimento de forma humilhante."

"O actual vice-presidente nunca o deveria ter sido, mas devia ter sido tratado com dignidade pois nada fez para merecer tamanho desprezo por parte do Presidente da República", disse

Afirma que que, apesar das dificuldades de mobilização, "o MPLA quer gente na rua porque tem síndrome de comunismo e precisa de mostrar que tem apoio popular para tornar uma vitória eleitoral convincente".

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