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Poucas expectativas na cimeira da União Europeia

  • Lisa Bryant

Líderes europeus estão a tentar limitar o impacto da crise do Euro nos 17 países da moeda única (arquivo)

Líderes europeus estão a tentar limitar o impacto da crise do Euro nos 17 países da moeda única (arquivo)

Reunidos hoje e amanhã em Bruxelas os líderes europeus procuram travar o alastramento da crise do Euro, mas sem consenso a vista

Cimeira do Euro em Bruxelas longe de consenso

Os líderes europeus estão reunidos em cimeira hoje e amanhã em Bruxelas, mas as expectativas são cada vez menores no que toca as acções para travarem o alastramento da crise da dívida pública na zona do Euro.

A cimeira de dois dias da União Europeia vem no decurso dos alarmes acerca da crise do Euro. Os juros de empréstimos para a Itália e Espanha estão a subir com o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy a queixar-se de que poderão mesmo vir a ser insustentáveis. Os Bancos estão em debandada e mesmo países como a França – que ainda não faz parte dos Estados em crise – as taxas de crescimentos estão em corda bamba e o desemprego em alta.

Os apelos têm sido feitos para a tomada de medidas decisivas. Marco Incerti do Centro de Estudos Europeus em Bruxelas diz que mais uma vez, os observadores estão a beira de desapontamento.

“Muitas pessoas especialmente aquelas que entendem economia, estão preocupadas. Nós não vemos muitas razões de esperança, quer em termos de desenvolvimento económico, quer em termos de respostas que os líderes mostram-se preparados a engajar.”

Os líderes europeus deverão debater um plano de acção para a bancarização ao nível da União a longo prazo, um plano que prevê reforçar a zona do Euro política e financeiramente.

No final das conversações de ontem em Paris com o presidente francês François Hollande, a chanceler alemã Angela Merkel mostrou pelo menos um semblante de solidariedade.

O presidente francês disse que estão conscientes da necessidade de estabilidade financeira na zona do Euro e concordou ser preciso aprofundar os acordos nas áreas de políticas económicas e monetárias da união.

Mas a unidade franco-alemã nos encontros europeus tem tido altos e baixos desde a eleição de Hollande em Maio último. Actualmente ele está a forjar uma nova aliança pró-crescimento com líderes da Espanha e Itália, deixando isolada a chanceler alemã que defende políticas de austeridade.

Simon Tilford é economista no Centro para Reforma Europeia em Londres.

“Os dois países actualmente estão em lados opostos do debate na Europa acerca de como lidar com a crise da zona Euro. E vai ser difícil estabelecer a ponte nesta linha de divisão, para esbater as diferenças entre os dois.”

Entre outras, os dois líderes estão divididos acerca venda dos títulos de tesouro como forma de reduzir a dívida. A chanceler alemã Angela Merkel diz se preciso uma forte política de união antes de se avançar com uma tal medida.

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