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Israel deporta imigrantes africanos ilegais


Imigrantes africanos aguardam tratamento médico gratuito em Telavive

Imigrantes africanos aguardam tratamento médico gratuito em Telavive

Israel está a deportar uma segunda vaga de imigrantes africanos enquanto prossegue uma perseguição ao que funcionários descrevem como “infiltradores”.

Israel deporta imigrantes africanos ilegais

Israel está a deportar uma segunda vaga de imigrantes africanos enquanto prossegue uma perseguição ao que funcionários descrevem como “infiltradores”.

Mais de 60 mil africanos entraram ilegalmente em Israel, desde 2005, a partir da Península do Sinai, no Egipto, a maioria deles da Eritreia e do Sudão. Reclamam serem refugiados, mas Israel diz que a vasta maioria são imigrantes económicos procurando um padrão mais elevado de vida.

O porta-voz do governo israelita, Mark Regev, disse que Israel é a pátria dos judeus e não tem obrigação da dar asilo a imigrantes africanos

“Israel é um pequeno país. Temos oito milhões de habitantes e geograficamente somos do tamanho do estado americano de Nova Jérsia. Somos muito pequenos para ser solução de todos os problemas de África.”

Os africanos têm sido responsabilizados por uma crescente onda de crimes violentos, incluindo violações de jovens judias, levando a uma reacção entre os israelitas que exigem a sua expulsão.

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu descreveu os imigrantes como uma “praga nacional” afirmando que eles são uma ameaça à segurança e ao carácter judeu do estado.

Mas muitos israelitas estão consternados com as expulsões. Críticos dizem que Israel é uma nação de refugiados criada no âmbito do Holocausto e que tem a obrigação moral de ajudar pessoas com necessidades.

Asaf Weitzen é um conselheiro jurídico na organização Hotline for Migrant Workers em Israel:

Não é aceitável criar uma reacção racista a um vasto grupo de pessoas, no seu todo. Eles buscam asilo; a maioria deles são refugiados ou deviam ter sido reconhecidos como refugiados.”

Muitos dos sul-sudaneses encontram-se em Israel há vários anos e expressaram profundo desapontamento pela decisão do governo israelita os expulsar. Mas um deportado disse à televisão israelita que está resignado com o facto:

“Não há solução, como sabemos, penso que temos de ir. Mas continuamos a dizer que ainda há perigo no Sudão do Sul.”

Israel diz que está a tratar os africanos de uma forma humana. Os deportados receberam 1250 dólares cada um para iniciarem uma nova vida no Sudão do Sul.

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